Novo filme de Ang Lee invoca o espírito de Woodstock

sábado, 16 de maio de 2009 13:04 BRT
 

Por Mike Collett-White

CANNES (Reuters) - O diretor Ang Lee, vencedor do Oscar, invoca o otimismo do final da década de 1960 em um filme tocante baseado na história verdadeira de Elliot Tiber, que ajudou a organizar o legendário concerto Woodstock.

Em "Taking Woodstock", imagens da imprensa e a presença no elenco do problemático veterano da Guerra do Vietnã Billy, interpretado por Emile Hirsch, são memórias da violenta cortina de fundo do evento.

Mas eles mal aparecem em um filme que é positivo, no qual Lee tenta capturar o que chamou de "o último momento de inocência", em um contraste com suas recentes produções "O Segredo de Brokeback Mountain" e "Desejo e Perigo", ambas tragédias.

"Eu estava ansiando para fazer uma comédia/drama novamente sem cinismo", afirmou Lee a repórteres neste sábado, no Festival de Cannes, onde "Taking Woodstock" está na briga pelo prêmio principal.

"Para mim, 69...é uma ideia glorificada, uma imagem romântica do final dos anos 60, o último pedaço de inocência que tivemos, pelo menos na minha mente", afirmou o taiuanês de 54 anos. "Para mim é a inocência de uma jovem geração deixando os costumes antigos e tentando achar uma maneira de viver mais nova, mais justa com todo mundo."

"Você tem que dar àquele meio milhão de crianças o crédito de termos verdadeiramente três dias de paz e música. Nada de violento aconteceu. Eu não sei se isso aconteceria hoje", acrescentou.

Cerca de 500.000 fãs apareceram em agosto de 1969 para escutar artistas como Janis Joplin, The Who e Jimi Hendrix em uma fazenda pertencente ao vizinho de Tiber, Max Yasgur.

"Taking Woodstock", que é baseado nas memórias de Tiber, será lançado nos cinemas no fim de semana do 40o aniversário do concerto.   Continuação...

 
<p>Diretor Ang Lee em uma coletiva de imprensa para o filme "Taking Woodstock" no 62o Festival de Cannes. 16/05/2009. REUTERS/Jean-Paul Pelissier</p>