May 20, 2009 / 2:49 PM / in 8 years

Tarantino e Pitt levam a Cannes filme de matadores de nazistas

4 Min, DE LEITURA

<p>Diretor Quentin Tarantino e Brad Pitt, membro do elenco de seu filme "Inglourious Basterds" no 62o Festival de Cannes. 20/05/2009.Vincent Kessler</p>

Por Mike Collett-White

CANNES (Reuters) - O diretor norte-americano Quentin Tarantino fez o cruzamento de faroeste, filme de gângsteres e filme de guerra em "Bastardos Inglórios," seu novo longa que traz Brad Pitt como líder de um bando de implacáveis matadores de nazistas.

Tão temível é o bando de "bastardos" judeus americanos que o próprio Adolf Hitler toma conhecimento de sua existência, e a narrativa -- previsivelmente violenta e repleta de ação -- une figuras da vida real numa trama turbulenta que reescreve a história.

A maior parte do filme é falada em alemão e francês, com legendas, o que pode limitar seu potencial nas bilheterias dos Estados Unidos.

Mas no Festival de Cinema de Cannes, onde o filme está na competição principal e fez sua estréia mundial na quarta-feira, houve aplausos calorosos após a sessão para a imprensa.

"Não sou um cineasta americano. Faço filmes para o planeta Terra, e Cannes é o lugar que representa isso", disse o diretor de 46 anos, que recebeu a Palma de Ouro de Cannes em 1994 por "Pulp Fiction - Tempo de Violência."

"Durante este tempo aqui na Riviera, o cinema importa, é importante", disse ele a jornalistas, explicando porque correu para aprontar seu filme em tempo para ser exibido no maior festival de cinema do mundo.

Tarantino se negou a explicar porque inseriu erros ortográficos no título original de seu filme, "Inglourious Basterds", tirado do filme de 1978 do diretor italiano Enzo Castellari "Inglorious Bastards", que foi exibido no Brasil sob o título "Assalto ao Trem Blindado."

CLÍMAX EXPLOSIVO

A narrativa começa no primeiro ano da ocupação alemã da França, onde a personagem Shosanna Dreyfuss assiste à execução de sua família pelo coronel nazista Hans Landa, representado por Christoph Waltz.

Em outra parte da Europa, Aldo Raine, o personagem de Brad Pitt, forma um grupo de soldados judeus norte-americanos encarregados de escalpelar suas vítimas nazistas. Eles têm tanto êxito na empreitada que Hitler passa a temê-los.

Diane Kruger faz uma famosa atriz alemã que também é agente secreta cuja missão é abater os líderes do Terceiro Reich. As diferentes narrativas convergem num pequeno cinema parisiense onde, num clímax explosivo, a história é posta de ponta-cabeça.

"O próprio cinema - para mim, isso é uma metáfora sobre o poder do cinema", disse Tarantino. "Isso me diverte demais."

Boa parte do humor em "Bastardos Inglórios" deriva da linguagem. A reputação dos norte-americanos de não falar outra língua senão o inglês é um tema recorrente. O italiano tosco falado por Pitt é destacado comicamente pelo poliglota Hans Landa.

Tarantino disse que ele e Brad Pitt vinham querendo fazer o filme havia algum tempo.

Pitt contou que concordou em representar Raine depois de discutir o papel com o diretor até tarde da noite.

"Levantei na manhã seguinte e vi cinco garrafas vazias de vinho espalhadas no chão, além de algo que parecia um aparato para fumar -- não sei o que era aquilo", contou o ator.

"E, aparentemente, eu tinha concordado em fazer o filme, porque seis semanas depois eu estava de uniforme e era o tenente Aldo Raine."

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