Cineasta Michael Moore faz documentário sobre a crise econômica

quinta-feira, 21 de maio de 2009 20:07 BRT
 

LOS ANGELES (Reuters) - O cineasta Michael Moore, que criticou o governo Bush em "Fahrenheit 11 de Setembro" e a indústria da saúde em "S.O.S. Saúde", voltou sua atenção para o derretimento econômico global.

O diretor premiado com o Oscar vai lançar seu documentário, que ainda não tem título, em toda a América do Norte em 2 de outubro, anunciaram na quinta-feira a Overture Films e a Paramount Vantage, financiadoras do filme.

"Em dado momento, os ricos decidiram que ainda não tinham riqueza suficiente", disse Moore, segundo o comunicado das empresas.

"Eles queriam mais - muito mais. Então puseram mãos à obra para sistematicamente roubar do povo americano seu dinheiro arduamente ganho. Por que eles fizeram isso? É o que procuro descobrir neste filme."

A Overture disse que Moore ainda está trabalhando sobre o filme, e, de modo típico dele, está guardando segredo em relação aos detalhes da trama.

A Overture, que pertence à Liberty Media Corporation, vai cuidar da distribuição doméstica do filme em cinemas e outros locais, enquanto a Paramount Vantage, da Viacom, ficará com as vendas internacionais.

Michael Moore, 55 anos, já tratou do massacre econômico em "Roger e Eu", de 1989, o filme que o tornou conhecido, no qual documentou os efeitos do declínio da General Motors sobre sua cidade natal, Flint, no Michigan.

Ele esteve nos cinemas americanos mais recentemente com "S.O.S. Saúde", sobre o setor da saúde americano. O filme vendeu cerca de 25 milhões de dólares em ingressos em 2007.

Moore recebeu um Oscar em 2003 por "Tiros em Columbine", em que tratou do controle de armas, e no ano seguinte lançou o incendiário "Fahrenheit 11 de Setembro", que foi impiedoso com o então presidente George W. Bush e a guerra ao terrorismo. O filme foi grande sucesso nas bilheterias, tendo vendido 120 milhões de dólares em ingressos nos EUA, mas Moore não conseguiu seu objetivo de impedir que Bush fosse reeleito para um segundo mandato.

 
<p>Foto de arquivo do cineasta norte-americano Michael Moore em Cannes. 18/05/2008. REUTERS/Vincent Kessler</p>