22 de Maio de 2009 / às 16:11 / 8 anos atrás

Disputa em Cannes é apertada; drama prisional francês se destaca

<p>Cineasta Jacques Audiard acena junto com Niels Arestrup e Tahar Rahim, membros do elenco de seu filme "Un Proph&egrave;te", no 62o Festival de Cannes. 16/05/2009. REUTERS/Vincent Kessler</p>

Por Mike Collett-White

CANNES (Reuters) - A França pode estar próxima de uma rara vitória consecutiva no Festival de Cinema de Cannes com o drama carcerário “Un Prophète”, de Jacques Audiard, o favorito por margem estreita para conquistar a cobiçada Palma de Ouro na cerimônia de entrega dos prêmios, no domingo.

O país anfitrião do festival foi vitorioso em 2008 com “Entre os Muros da Escola”, e, de acordo com o crítico de cinema do The Guardian Peter Bradshaw, “Um Prophète” “mostra que Audiard é o maior nome do novo cinema francês.”

Mas ainda faltam ser exibidos dois filmes da competição oficial, e à medida que se aproxima o fim da maratona de 12 dias de cinema em Cannes, ainda não há um candidato favorito definido, como aconteceu em 2007 e 2008.

De acordo com críticos, qualquer um entre oito ou mais filmes pode sair vencedor num ano em que a expectativa de um festival clássico, com base na lista de diretores reverenciados selecionados, não correspondeu exatamente à realidade do que vem sendo visto nas telas.

A neozelandesa Jane Campion, que levou a Palma de Ouro em 1993 por “O Piano”, é uma das favoritas com seu filme biográfico sobre John Keats e Fanny Bradshaw, “Bright Star”. O mesmo pode ser dito de Pedro Almodóvar e seu filme “Os Abraços Partidos”, com Penelope Cruz.

O austríaco Michael Haneke recebeu críticas extasiadas por seu trabalho estranho e provocador de reflexões “The White Ribbon.” O filme italiano “Vincere”, sobre Mussolini, foi amplamente aplaudido, e Ken Loach, vencedor em 2006, ganhou aplausos com seu otimista e comovente “Looking for Eric”, com o ex-jogador de futebol Eric Cantona.

Dois outros filmes franceses -- o incomum ”Les Herbes Folles“, de Alain Resnais, e ”A l‘origine“, de Xavier Giannoli” -- agradariam a muitos se fossem os vencedores.

E até mesmo “Anticristo”, o filme controverso de Lars von Trier que inclui cenas explícitas de sexo e automutilação genital, é visto como aposta possível, apesar de ter ofendido e desagradado a muitos que o viram.

Entre as maiores decepções de crítica este ano estão trabalhos de diretores asiáticos, incluindo a história macabra “Kinatay”, do filipino Brillante Mendoza, e “Spring Fever”, do chinês Lou Ye, que fez o filme desafiando uma proibição de fazer cinema por cinco anos.

“Taking Woodstock”, do diretor taiuanês premiado com o Oscar Ang Lee, baseado na história verídica de como aconteceu o legendário festival de rock de 1969, se saiu mal na pesquisa informal feita pela Screen International junto a críticos internacionais.

O ansiosamente aguardado “Bastardos Inglórios”, de Quentin Tarantino e estrelado por Brad Pitt, dividiu as opiniões das platéias, mas sua capacidade de atrair alguns dos maiores astros de Hollywood para o tapete vermelho foi notícia bem-vinda para a mídia.

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