Italiano Roberto Benigni leva Dante Alighieri aos EUA

segunda-feira, 25 de maio de 2009 13:43 BRT
 

Por Claudia Parsons

NOVA YORK (Reuters) - Um espetáculo solo sobre o poeta italiano Dante Alighieri pode não soar como algo muito divertido, mas quanto o ator que o apresenta é Roberto Benigni, famoso por sua reação empolgada depois de conquistar um Oscar, já se sabe que não será algo que fará o espectador cochilar.

"TuttoDante" (Todo Dante) tem como ponto de partida a maior obra do poeta, "a Divina Comédia", uma alegoria medieval em que Dante percorre os círculos do inferno até chegar ao fundo do poço, emerge no purgatório e finalmente ascende ao paraíso.

"Não sou professor -- sou um showman", disse Benigni em entrevista alguns dias antes de fazer sua estreia nos palcos norte-americanos com o show, na terça-feira. "Não esperem comentários ou notas de rodapé."

"TuttoDante" é em parte um show humorístico e em parte performance do quinto canto do poema, no qual Dante encontra amantes famosos do passado que foram punidos pela lascívia. O espetáculo já fez sucesso na Itália, além de Paris, Atenas e Londres.

Nas próximas semanas Benigni o levará para San Francisco, Nova York, Montreal, Boston, Toronto, Quebec, Chicago e Buenos Aires.

Celebridade na Itália há anos, Benigni ficou mundialmente conhecido em 1998 com sua tragicomédia sobre o Holocausto, "A Vida é Bela", que ele dirigiu e protagonizou. Ele recebeu o Oscar de melhor ator pelo filme, que também ganhou o Oscar de melhor filme em língua estrangeira.

Conhecido por seu humor e sátira política, Benigni infundiu um ânimo novo na cerimônia do Oscar quando subiu sobre seu assento, empolgado, ao ouvir que ganhara uma estatueta.

Ele fala do poema de Dante com empolgação semelhante, gesticulando animadamente e rindo quando reflete sobre em qual círculo do inferno colocaria o primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi, frequentemente alvo de seu humor mais cortante.   Continuação...

 
<p>Foto de arquivo do diretor e ator italiano Roberto Benigni em Roma. 05/10/2008. REUTERS/Alessandro De Meo</p>