Editora de "Harry Potter" nega acusação de plágio

segunda-feira, 15 de junho de 2009 19:47 BRT
 

Por Mike Collett-White

LONDRES (Reuters) - A editora Bloomsbury Publishing Plc negou na segunda-feira alegações de que a escritora J.K. Rowling teria copiado "partes substanciais" de um livro de outro autor de literatura infantil quando escreveu "Harry Potter e o Cálice de Fogo".

Lançado em 2000, o livro foi o quarto da tremendamente bem sucedida série sobre o menino mago Harry Potter, que já vendeu mais de 400 milhões de cópias em todo o mundo e foi transportada para o cinema numa franquia de filmes multibilionária.

"As alegações de plágio feitas hoje, segunda-feira, 15 de junho de 2009, pelos herdeiros de Adrian Jacobs são infundadas, não substanciadas e inverídicas", disse um comunicado da Bloomsbury, editora dos livros "Harry Potter" na Grã-Bretanha.

"A alegação é destituída de mérito e será combatida vigorosamente."

Em comunicado anterior, os herdeiros de Jacobs disseram que abriram uma ação na Alta Corte de Londres contra a Bloomsbury por infração de direitos autorais.

"Os herdeiros também buscam um mandado judicial contra a própria J.K. Rowling ... para determinar se a adicionarão à ação como ré", diz o comunicado.

O representante dos herdeiros foi citado como sendo Paul Allen. De acordo com o comunicado, Rowling teria copiado "partes substanciais" de "The Adventures of Willy the Wizard -- No 1 Livid Land", escrito por Jacobs em 1987.

Ainda segundo o comunicado, a trama de "Harry Potter e o Cálice de Fogo" copiou elementos da trama de "Willy the Wizard", incluindo um concurso de magos, e a série Potter teria copiado a ideia de magos viajando de trem.   Continuação...

 
<p>Autora brit&acirc;nica J.K. Rowling em Londres. 01/04/2009. REUTERS/Stephen Hird</p>