Filme de Youssou N'Dour explora música e islã

terça-feira, 16 de junho de 2009 18:32 BRT
 

Por Edith Honan

NOVA YORK (Reuters) - O álbum de música islâmica gravada pelo cantor pop Youssou N'Dour em 2004 lhe valeu o boicote de alguns fãs muçulmanos, mas, em um documentário que está lançando sobre o álbum, "Egypt", ele diz que a música incentivou uma apreciação mais profunda do islã.

"Youssou N'Dour: I Bring What I Love" , documentário dirigido por Chai Vasarhelyi que estreou em Nova York na sexta, contrasta a recepção entusiasmada ao álbum "Egypt", premiado com o Grammy, durante turnê do cantor pela Europa e Ásia, com a recepção fria no país nativo do cantor, Senegal, onde o álbum foi alvo de boicote.

"Quando há uma quebra com a tradição, as pessoas não conseguem aceitar de imediato. Leva um pouco de tempo", disse o cantor de 49 anos.

"Senti que o álbum poderia ser uma contribuição positiva. Minha música diz que o islã é tolerância e paz."

O filme mostra a polêmica em torno do álbum, acompanhando N'Dour em turnê e depois que ele recebeu um Grammy por "Egypt" em 2005.

Na Europa, quando N'Dour apresentou canções como "Allah", cantada na língua wolof com orquestra egípcia clássica, ele foi ovacionado em pé e houve poucas complicações.

Na Irlanda, N'Dour, que se descreve como muçulmano devoto, atrasou sua apresentação por meia hora para pedir ao público que não tomasse cerveja.

No Senegal, jornais acusaram o cantor -- que já colaborou com Bono e Peter Gabriel -- de insultar o islã, dizendo que música pop e religiosa não devem ser misturadas.   Continuação...

 
<p>Cantor Youssou N'Dour em Nova York. 05/06/2009. REUTERS/Lucas Jackson</p>