June 25, 2009 / 6:01 PM / 8 years ago

ENTREVISTA-Cotillard fala de 1o papel desde Oscar por "Piaf"

4 Min, DE LEITURA

<p>Atriz Marion Cotillard. 23/06/2009.Mario Anzuoni</p>

Por Alex Dobuzinskis

LOS ANGELES (Reuters) - Depois de representar a cantora Edith Piaf, a atriz francesa Marion Cotillard será vista no papel da namorada de outro tipo de herói popular: o assaltante de bancos John Dillinger.

No filme "Inimigos Públicos", que estreia em 1 de julho nos EUA, Cotillard faz o papel de Billie Frechette, uma mulher que se apaixonou por Dillinger (Johnny Depp) durante sua infortunada guerra contra o FBI na década de 1930.

Cotillard recebeu o Oscar de melhor atriz pelo papel de Piaf em "Piaf - Um Hino ao Amor", de 2007. Em "Inimigos Públicos", sua personagem é filha de um francês e uma indígena americana. É seu primeiro trabalho desde ser premiada pela Academia.

A atriz falou com a Reuters em francês, desde Chicago, sobre a personagem Billie Frechette, seu amor por Chicago e sua criação francesa, numa família de atores.

Pergunta: O que Billie Frechette viu em John Dillinger que a atraiu?

Respostas: Quando era criança, ela estudou num internato. Foi muito difícil para ela, a escola tentou apagar tudo o que havia de índia nela. Acho que ela sofreu uma grande injustiça e compartilhava com Dillinger a rejeição à autoridade. Acho que cada um enxergou isso no outro. Eles se apaixonaram de imediato e tiveram uma ligação muito forte.

P: Crescendo numa família de atores, você costumava ensaiar cenas com seus pais?

R: Sim, porque meus pais eram atores e diretores teatrais. Meu pai, depois de ser mímico por muito tempo, foi diretor de teatro infantil. Então ver atores ensaiando era algo muito familiar para mim.

P: Isso influenciou você como atriz?

R: Eu ficava fascinada com a ideia de que era possível ganhar a vida contando as histórias de outras pessoas, imprimindo suas emoções a elas. E eu sempre quis ser atriz. Meu primeiro trabalho como atriz foi aos 5 anos de idade.

P: Tão jovem assim?

R: Fiz dois filmes curtos para a televisão. Antes disso, me lembro de atuar numa peça com minha mãe, e foi algo que me confundiu muito, porque eu fazia a filha de outra atriz. As pessoas me diziam que ela era minha mãe, mas eu sabia que não era. Minha mãe real também estava no palco. Lembro que isso me deixou muito desorientada.

P: Como você se preparou para seu papel neste filme, em que fala inglês?

R: Trabalhei com um treinador durante vários meses e tive que reaprender a usar meu rosto e corpo, porque a maneira de pronunciar certas letras em francês é tão diferente do inglês.

P: O que você fazia para se divertir enquanto rodou esse filme em Chicago?

R: Fui a muitos museus; há museus maravilhosos aqui. Também fui dançar no Green Mill e ouvi jazz várias vezes lá. Amo esta cidade. Amo a arquitetura dela. Amo os anos 1930, e há muita arquitetura sublime dos anos 1930 aqui. Acho o lago tão vasto e belo, ele nos dá energia. Estou olhando o lago agora pela janela do meu hotel. Parece o mar.

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