Uso de remédios é dúvida chave na morte de Michael Jackson

sexta-feira, 26 de junho de 2009 17:20 BRT
 

Por Mary Milliken e Laura Isensee

LOS ANGELES (Reuters) - Médicos examinaram nesta sexta-feira o corpo de Michael Jackson em busca de indícios da causa da morte repentina do "rei do pop", enquanto a família e amigos disseram que um possível medicamento prescrito ao cantor que preparava seu retorno aos palcos poderia ser o motivo.

Um advogado da família disse na sexta-feira que se preocupava com a ideia de que o uso pelo cantor de medicamentos receitados devido a fraturas sofridas ao dançar pudesse acabar sendo fatal e que o círculo de pessoas mais próximas a Jackson vinha ignorando seus avisos.

Um membro da família de Jackson disse ao site TMZ.com que o cantor recebeu uma injeção do analgésico Demerol antes de sofrer a parada cardíaca em sua casa alugada, por volta do meio-dia da quinta-feira no horário local. Pouco depois, o site divulgou que Jackson morrera num hospital de Los Angeles.

O Instituto Médico Legal de Los Angeles disse que a autópsia iniciada nesta sexta-feira pode levar de seis a oito semanas para determinar a causa da morte, que provavelmente terá que aguardar os resultados de exames toxicológicos. Estes vão determinar se Jackson tinha drogas, álcool ou medicamentos receitados em seu organismo.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse que Jackson era um "artista espetacular", mas que alguns aspectos da sua vida eram "tristes e trágicos", disse a Casa Branca.

A morte de Jackson fez manchetes em todo o mundo. A TV e as rádios tocaram seus maiores sucessos, de "Thriller" a "Billie Jean", e os sites de relacionamento social foram bombardeados com mensagens e homenagens de fãs e músicos.

"É tão triste e chocante", disse o ex-Beatle Paul McCartney. "Me sinto privilegiado por ter trabalhado e passado tempo com Michael. Ele foi um menino homem de talento imenso e alma gentil. Ele será lembrado para sempre."

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<p>Foto de arquivo de Michael Jackson em apresenta&ccedil;&atilde;o em Munique. 27/06/2009. REUTERS/Michael Dalder/Arquivo</p>