Médico é novamente interrogado por morte de Michael Jackson

domingo, 28 de junho de 2009 10:42 BRT
 

Por Dan Whitcomb

LOS ANGELES (Reuters) - A polícia de Los Angeles interrogou novamente no sábado o médico de Michael Jackson, enquanto a família do ícone da música pop exigiu uma autópsia privada, dois dias após a sua morte ter chocado fãs ao redor do mundo.

O pai de Michael Jackson divulgou uma declaração pedindo aos fãs para não se desesperarem porque o cantor "irá continuar a viver em cada um de vocês". A família pede a segunda autópsia --a primeira foi realizada na sexta-feira-- em meio a reportagens sobre a dependência do cantor de cinqüenta anos de medicamentos prescritos.

O médico pessoal de Jackson, o cardiologista do Texas Dr. Conrad Murray, que estava com o cantor quando ele desmaiou na sua mansão na quinta-feira, contratou um advogado para acompanhá-lo no que era esperado para ser um longo encontro com o Departamento de Polícia de Los Angeles, tarde da noite no sábado.

"Dr. Murray é considerado uma testemunha dos eventos que cercaram a morte de Michael Jackson e ele não é um suspeito", afirmou em uma nota a firma de advocacia Stradley, Chernoff & Alford.

De acordo com informações da mídia, o analgésico Demerol teria sido injetado em Michael Jackson pouco antes da parada cardíaca. Murray estaria tentando desesperadamente reavivar o cantor quando os paramédicos chegaram e teria ido com o cantor na ambulância que levou Jackson ao hospital, onde foi então dado como morto.

A autópsia oficial falhou em determinar o que matou Jackson, na espera de testes toxicológicos que devem levar seis semanas para terem os resultados divulgados. Estes testes podem revelar a presença de drogas no corpo do cantor.

O reverendo Jesse Jackson, que tem sido o porta-voz dos pais do cantor, disse a rede ABC que a família também está levantando questões em relação a Murray.

"Quando o médico veio? O que ele fez? Ele injetou nele? Se sim, com o que?", ele disse em entrevista à ABC.

 
<p>Foto de arquivo de Michael Jackson durante apresenta&ccedil;&atilde;o no intervalo do campeonato Super Bowl XXVII em Pasadena, em 1993. M&eacute;dico &eacute; novamente interrogado por morte de Michael Jackson. REUTERS/Gary Hershorn</p>