Médicos reforçam alertas sobre remédios após morte de Jackson

domingo, 5 de julho de 2009 17:23 BRT
 

Por Bernie Woodall

LOS ANGELES (Reuters) - Relatos da mídia sobre o possível abuso de medicamentos por parte de Michael Jackson no dia de sua morte levaram anestesistas a emitir um alerta neste domingo, enquanto os advogados se preparam para uma batalha judicial sobre os espólios do cantor.

Os relatos de uso de remédios aumentaram desde a súbita parada cardíaca do autor de "Thriller" pouco mais de uma semana atrás, e se comenta que uma investigação policial analisa o papel que os médicos podem ter desempenhado ao fornecerem pelo menos um remédio potente a Jackson, o sedativo Diprivan, de acordo com o jornal "Los Angeles Times".

Os investigadores tentam determinar se as drogas, que foram encontradas na mansão alugada de Jackson em Los Angeles, foram indevidamente recomendadas e se tiveram algum papel na morte do "Rei do Pop" no dia 25 de junho, aos 50 anos de idade.

"Numerosos frascos" de Diprivan sem rótulo foram recolhidos na propriedade, ainda segundo o "Los Angeles Times".

O Diprivan, marca fantasia do propofol, é um sedativo que "nunca deve ser usado sem controle e monitoramento de um médico", disse em um comunicado a Sociedade Americana de Anestesistas (ASA na sigla em inglês), ressaltando que seus membros não estudaram os detalhes da morte de Michael Jackson.

Os pacientes podem ter reações radicalmente diferentes ao medicamento, alguns podem ficar totalmente anestesiados e até perder a capacidade de respirar, disse o grupo.

Foram realizadas duas autópsias em Michael após sua morte, mas os exames toxicológicos ainda devem demorar semanas.

Cerca de 1,6 milhão de pessoas se cadastraram para ser um dos 8.750 espectadores que vão ganhar dois ingressos para o serviço funerário de Michael Jackson, marcado para a manhã desta terça-feira no centro de Los Angeles.

Os fãs sorteados serão notificados por e-mail neste domingo, disseram os organizadores.

 
<p>Foto de arquivo de Michael Jackson. 31/01/1993. REUTERS/Gary Hershorn/Arquivo</p>