Diretor de "Anticristo" aprova indignação com filme

segunda-feira, 20 de julho de 2009 12:42 BRT
 

Por Mike Collett-White

LONDRES (Reuters) - Para o diretor dinamarquês Lars von Trier, o ultraje suscitado por "Anticristo" no Festival de Cannes, em maio, foi música para seus ouvidos.

Estrelado por Charlotte Gainsbourg e Willem Dafoe como casal que luta para superar a perda de seu filho pequeno, o terror psicológico suscitou gritos, gemidos, escárnio e alguns poucos aplausos quando foi exibido no festival.

As cenas explícitas de sexo, violência e automutilação sexual, sem falar em uma raposa que fala, fizeram de "Anticristo" um dos filmes mais comentados dos últimos anos em Cannes.

Numa coletiva de imprensa, pediu-se a Von Trier que justificasse seu filme, e as primeiras críticas consideraram o filme misógino, bombástico e propositalmente provocante.

Mas, de modo típico para um diretor que vem polarizando opiniões ao longo de toda sua carreira, nem todos o odiaram. O jornal The Telegraph deu escore máximo à história soturna sobre morte e ódio a si mesmo.

"Me sinto muito bem em relação a isso", disse Von Trier à Reuters, quando indagado sobre as reações negativas.

O filme chegará aos cinemas britânicos em 24 de julho. Será exibido sem cortes, com classificação de proibido para menores de 18 anos.

"Acho muito bom que as pessoas saiam do cinema com algum tipo de emoção", disse o cineasta.   Continuação...

 
<p>Diretor Lars Von Trier em uma coletiva de imprensa ao 62o Festival de Cannes. 18/05/2009. REUTERS/Vincent Kessler</p>