Diretor de grande galeria britânica defende falsificações

terça-feira, 21 de julho de 2009 17:39 BRT
 

Por Mike Collett-White

LONDRES (Reuters) - O diretor da National Gallery de Londres, que abriga uma das mais importantes coleções de arte do mundo, disse na terça-feira que saudaria mais obras falsificadas.

"Eu bem que gostaria que tivéssemos mais falsificações", disse Nicholas Penny, que também é um respeitado estudioso das artes.

"Vale a pena ter algumas falsificações numa coleção", completou ele a jornalistas na coletiva anual de imprensa concedida pela galeria. "Não tê-las expostas como se fossem a obra original, mas exibindo-as como o que são: falsificações ou imitações".

Entre as mostras anunciadas para 2010 na galeria estão "Exame Minucioso: Falsificações, Erros e Descobertas", que estudará falsificações, cópias e pinturas feitas por alunos dos grandes mestres.

Penny disse que o estudo da origem real de uma pintura, com a ajuda de métodos científicos cada vez mais avançados, é uma parte importante dos estudos de arte e pode ajudar as pessoas a ter uma compreensão melhor da pintura.

"Todas as coleções sérias de moedas incluem falsificações", disse ele, acrescentando: "É claro que só estaríamos interessados em falsificações realmente interessantes."

De acordo com Penny, o enorme acervo do National Gallery provavelmente contém muito poucas falsificações, embora "não seja possível saber ao certo".

Ele disse que muitas pinturas consideradas falsificações começaram como "imitações honestas", em que o artista não tinha a intenção de fazer o trabalho passar pela obra do artista original, mas que então marchands ou outros intermediários podem tê-lo feito para obter lucros.   Continuação...