27 de Julho de 2009 / às 16:50 / 8 anos atrás

Lacroix se une a Borletti para tentar comprar sua própria maison

<p>Uma modelo desfila com Christian Lacroix em Paris. 08/03/2009. REUTERS/Jacky Naegelen</p>

Por Pascale Denis e Astrid Wendlandt

PARIS (Reuters) - O administrador da maison de moda Christian Lacroix disse que é sério um lance conjunto feito pela maison pelo próprio estilista, juntamente com as lojas de departamentos Borletti e La Rinascente, esta de Milão.

Uma oferta rival pela firma de investimentos Bernard Krief Consulting (BKC) é “insuficiente”, disse nesta segunda-feira o administrador da firma de alta-costura. Dois outros lances foram baixos demais para serem levados em conta.

A empresa Christian Lacroix no passado fez parte do grupo de luxo francês LVMH e hoje pertence à família Falic, proprietária do grupo varejista americano Duty Free Americas.

A Borletti é dona das lojas francesas Printemps.

Regis Valliot, o administrador judicialmente indicado, disse à Reuters: “Várias ofertas foram feitas. Uma delas, vinda da italiana Borletti em conjunto com a Rinascente e associada ao próprio estilista Christian Lacroix, está sendo vista como séria.”

Na manhã desta segunda, a BKC disse que tinha oferecido “um valor simbólico” pela Christian Lacroix, maison que considera parte do legado cultural da França.

A BKC foi procurada por Patrick Devedjian, o ministro francês a cargo do plano nacional de recuperação fiscal, para salvar a firma deficitária de alta-costura, que está sob administração judicial há quase dois meses.

A questão também foi discutida pelo novo ministro da Cultura da França, Frederic Mitterrand, sobrinho do falecido presidente socialista François Mitterrand.

A empresa do estilista Christian Lacroix, conhecido por seus vestidos barrocos e bordados, nunca foi lucrativa em 22 anos de existência.

No início do mês, Christian Lacroix montou um pequeno desfile de alta-costura com a ajuda de amigos e costureiras que trabalharam gratuitamente, e muitos observadores temeram que pudesse ser seu último.

Em 2008 a maison Christian Lacroix sofreu perdas de 10 milhões de euros, sobre um faturamento de 30 milhões, e os pedidos para sua coleção de prêt-à-porter feminino para o verão 2009 tiveram queda de 35 por cento.

A BKC disse que fez uma oferta para comprar a Christian Lacroix livre de dívidas e propôs adquirir suas operações comerciais e atividades de alta-costura e garantir o emprego de pelo menos metade dos 120 funcionários.

A decisão da corte comercial sobre os lances de aquisição da maison deve ser tomada em setembro.

A BKC disse que seu objetivo seria multiplicar a receita da Christian Lacroix em cinco vezes em cinco anos.

Nos últimos cinco anos a firma de investimentos já adquiriu cerca de 30 empresas, mais recentemente a Heuliez, fabricante de autopeças.

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