Peças de Mozart recém descobertas são executadas na Áustria

domingo, 2 de agosto de 2009 10:24 BRT
 

SALZBURGO, Áustria (Reuters) - Um pianista austríaco executou duas peças recém descobertas de Wolfgang Amadeus Mozart em público pela primeira vez no domingo, numa casa em que o compositor morou.

Os movimentos, um concerto e um prelúdio, foram a princípio avaliados como trabalhos anônimos por seus arquivistas, a Fundação Internacional Mozarteum. Uma análise mais cuidadosa determinou que haviam sido compostos por Mozart quando ele tinha sete ou oito anos.

As duas peças foram transcritas na letra do pai de Mozart, Leopold, mas a análise mostra que ele deve tê-lo feito com base na execução de seu filho prodígio ao piano, disse a jornalistas Ulrich Leisinger, pesquisador da fundação.

Ele afirmou que o jovem Mozart quase certamente pediu ao pai para colocar as peças no papel porque ainda não dominava a notação musical, e mais tarde fez suas próprias correções.

"Era um jovem compositor fazendo o máximo para mostrar do que era capaz. A peça de fato tem erros técnicos e trechos esquisitos que uma mão experiente como Leopold Mozart não teria escrito", disse Leisinger.

"Nem o estilo de composição nem o manuscrito cheio de correções apressadas são consistentes com a autoria de Leopold."

As duas peças foram tocadas pelo pianista Florian Birsak no próprio piano de Mozart na casa de Salzburgo onde ele viveu vários anos na juventude, e que agora é um museu.

A Fundação Internacional Mozarteum foi criada como organização sem fins lucrativos em 1880 para se concentrar na vida e na obra de Mozart, realizando concertos, administrando museus e promovendo pesquisas a respeito do compositor.

Mozart nasceu em Salzburgo em 1756 e morreu em Viena em 1791, aos 35 anos.   Continuação...

 
<p>Ulrich Leisinger, pesquisador da Funda&ccedil;&atilde;o Internacional Mozarteum, posa ao lado de partitura de Mozart. Um pianista austr&iacute;aco executou duas pe&ccedil;as rec&eacute;m descobertas do compositor em p&uacute;blico pela primeira vez no domingo. REUTERS/Stephane Mahe</p>