Mãe de Michael Jackson ganha custódia dos filhos do cantor

segunda-feira, 3 de agosto de 2009 17:54 BRT
 

Por Alex Dobuzinskis

LOS ANGELES (Reuters) - A mãe de Michael Jackson recebeu na segunda-feira a custódia dos três filhos do cantor, e Debbie Rowe, ex-mulher dele, recebeu o direito de visitar as crianças, formalizando um acordo anunciado na semana passada.

Numa audiência judicial em Los Angeles relativa à custódia e ao multimilionário espólio de Jackson, advogados da empresa AEG, que organizava a temporada de shows que o cantor faria em Londres, apresentaram documentos em que solicitam o direito de serem parte nas audiências sobre o inventário e ficarem informados sobre decisões empresariais.

A mãe de Jackson também pediu mais participação na administração da herança, avaliada em mais de 500 milhões de dólares, mas que deve crescer devido à enorme demanda por sua música desde 25 de junho, quando um ataque cardíaco o matou.

O juiz Mitchell Beckloff deve analisar os dois pedidos ainda na segunda-feira.

O advogado John Branca e o executivo musical John McClain foram nomeados executores do espólio, conforme o testamento de Jackson de 2002, e têm a missão de gerar mais renda para o patrimônio deixado pelo artista.

Isso inclui, até agora, uma permissão para reedição da autobiografia "Moonwalk", de 1988, e negociações com a AEG para a venda de um ensaio para os shows de Londres, gravado em Los Angeles, dias antes da morte dele.

Aprovando o acordo sobre a custódia, Beckloff aceitou conceder a Katherine Jackson, de 79 anos, uma quantia para arcar com as custas do inventário, e outra quantia para manter as crianças. Nenhuma dessas quantias foi revelada.

Em seu testamento, o "Rei do Pop" estipulava que, caso morresse, a custódia dos filhos Prince Michael, de 12 anos, Paris, 11, e Prince Michael 2., 7, ficasse com sua mãe. Mas, depois da morte, Rowe, que é mãe biológica dos dois filhos mais velhos, parecia considerar uma ação para exigir a custódia.   Continuação...

 
<p>Homem segura cartaz em apoio &agrave; m&atilde;e de Jackson, em frente ao tribunal onde se realizou a audi&ecirc;ncia, em Los Angeles. REUTERS/Phil McCarten</p>