Museu da Acrópole apóia Costa Gavras contra críticos de filme

terça-feira, 4 de agosto de 2009 13:25 BRT
 

ATENAS (Reuters) - O novo Museu Acrópole, na Grécia, voltou atrás nesta terça-feira da decisão de cortar um filme do cineasta Costa Gavras, adotada inicialmente para aplacar a poderosa Igreja Ortodoxa grega, depois de um clamor público.

A poucas semanas de sua inauguração, manifestantes fizeram piquetes diante do museu e um grupo de defesa de direitos civis ameaçou entrar na Justiça contra a instituição por cercear a liberdade de expressão, depois que autoridades disseram que iriam retirar algumas cenas do filme de animação.

"O filme informativo continuará a ser exibido", disse o diretor do museu, Dimitris Pantermalis, em um comunicado.

Com 1 minuto e 40 segundos, o filme informa os visitantes sobre a história do templo do Partenon, datado do século 5 antes de Cristo, e em um trecho mostra cristãos danificando o monumento. O curta foi feito por Costa Gavras, cineasta grego que se tornou famoso com filmes como "Z" e "Missing - O Desaparecido".

No filme, pessoas usando longas túnicas depredam o Partenon. Embora os primeiros cristãos tenham derrubado estátuas e templos, em uma ação para erradicar o paganismo, a Igreja Ortodoxa da Grécia, que oficialmente representa mais de 90 por cento dos 11 milhões de habitantes do país, ficou ofendida com as imagens.

"O sr. Gavras esclareceu que naquelas cenas ele não quis dizer nem mostrou que a destruição foi feita por padres, mas pelas pessoas daquela época," disse Pantermalis.

A mídia grega havia informado que a Igreja estava irritada com o museu, mas não houve nenhum comunicado oficial do Sínodo Sagrado.

Gavras protestou fortemente contra qualquer mudança em seu filme, dizendo que pediria a remoção de seu nome da obra, caso fosse cortada.

(Reportagem de Dina Kyriakidou)

 
<p>O novo Museu Acr&oacute;pole, na Gr&eacute;cia, voltou atr&aacute;s nesta ter&ccedil;a-feira da decis&atilde;o de cortar um filme do cineasta Costa Gavras, adotada inicialmente para aplacar a poderosa Igreja Ortodoxa grega, depois de um clamor p&uacute;blico. REUTERS/Fabrizio Bensch</p>