Novo leilão de obras de arte de Saint Laurent será em novembro

segunda-feira, 10 de agosto de 2009 11:49 BRT
 

PARIS (Reuters) - O segundo leilão de obras de arte que pertenceram a Yves Saint Laurent será realizado em novembro, informou a casa de leilões Christie's nesta segunda-feira. A primeira parte da imensa coleção do estilista falecido recentemente foi vendida no início do ano.

Além de arte moderna, pinturas de grandes mestres e desenhos de artistas como Picasso, Fernand Léger e Miró, a venda em Paris incluirá mobiliário e vários objetos de art déco que ocupavam as suntuosas salas do castelo de Saint Laurent.

A primeira venda de tesouros pertencentes a Saint Laurent e seu companheiro e sócio nos negócios, Pierre Bergé, levantou mais de 370 milhões de euros (525 milhões de dólares) em fevereiro, no maior leilão privado em Paris em muitos anos.

A segunda venda, marcada para 17 a 19 de novembro, incluirá quase 1.200 obras abrigadas no Castelo Gabriel --casa de campo do século 19, na Normandia, comprada pelos dois nos anos 1980--, como também de suas duas residências em Paris.

Como no primeiro leilão, que incluiu obras-primas de artistas como Picasso e Matisse, esculturas da Roma Antiga, prataria alemã do século 17 e mobília art déco, o valor obtido no próximo será doado para pesquisas sobre a aids.

Bergé e Saint Laurent formaram uma das maiores e mais importantes coleções de arte privadas do mundo durante cinco décadas, mas depois da morte de Saint Laurent no ano passado Bergé decidiu vender tudo.

A Christie's informou que depois do leilão das principais peças da coleção, em fevereiro, a segunda venda terá objetos de "um charme mais abrandado."

Os dois homens decoraram sua casa de campo em um estio inspirado pela refinada atmosfera dos volumes da obra "A la recherche du temps perdu" (Em Busca do Tempo Perdido"), de Marcel Proust), admirada pelo estilista.

Entre os itens do leilão está uma pia da Dinastia Ming.

O primeiro leilão foi marcado pela exigência da China de que fossem devolvidas duas esculturas de bronze saqueadas do país no século 19.

Bergé rejeitou o pedido, mas disse que as devolveria se a China respeitasse os direitos humanos e permitisse o retorno ao país do dalai lama, o líder espiritual tibetano, que vive exilado.

 
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