13 de Agosto de 2009 / às 18:31 / em 8 anos

Guitarrista e inventor Les Paul morre aos 94

<p>Lenda da guitarra el&eacute;trica Les Paul, em foto de arquivo, morreu aos 94 anos nos EUA. REUTERS/Gene Martin/Gibson Guitars/Handout</p>

Por Bob Tourtellotte

LOS ANGELES (Reuters) - O lendário guitarrista e inventor Les Paul, precursor das guitarras elétricas que levam seu nome, morreu na quinta-feira num hospital de Nova York, vítima de pneumonia, aos 94 anos.

Ainda há poucos meses esse ícone do rock se apresentava regularmente numa boate de Nova York, mas ultimamente “entrava e saía do hospital”, segundo seu advogado Michael Braunstein. “Ele foi uma pessoa histórica. Certamente deixou sua marca aqui na Terra e tinha muitíssimos amigos.”

Paul e sua esposa, Mary Ford, emplacaram vários hits nas décadas de 1940 e 50, como “Mockin’ Bird Hill” e “How High the Moon”, que já apresentava algumas inovações fonográficas de Paul, como as faixas em múltiplas camadas.

Em 1941, Paul criou uma das primeiras guitarras elétricas de corpo sólido, mas levou quase dez anos para aperfeiçoá-la, como funcionário da Gibson Guitar Corp.. Lançada em 1952, a Les Paul Goldtop se tornou uma sensação instantânea e ainda influencia a música, especialmente o rock.

Nos anos seguintes, a Gibson lançou, também de Paul, a Black Beauty, a Les Paul Custom, a Les Paul Junior e, em 1958, a Les Paul Standard, com seu captador “humbucker” e o design “sunburst”, que continuam iguais há quase 50 anos.

O guitarrista norte-americano Joe Satriani disse que Paul foi “o ‘guitar hero’ original, e a mais gentil das almas”. Slash, ex-Guns N‘Roses, afirmou que Paul era seu amigo e mentor, “um dos seres humanos mais estelares que já conheci”.

TRAJETÓRIA

Nascido Lester William Polsfuss, em Waukesha, Wisconsin, Paul começou a tocar em bares e “music-halls” a partir dos 13 anos. Deixou a escola aos 17, para tocar numa banda de Saint Louis, Missouri.

No final da década de 1930, formou seu primeiro trio, se mudou para Nova York e virou astro nacional do rádio.

No começo dos anos 40, começou a se aventurar na eletrônica e na amplificação, porque não gostava do timbre e da reverberação dos violões com corpo oco.

“O que eu queria era amplificar a vibração pura da corda, sem a ressonância da madeira se envolvendo no som”, disse Paul certa vez, segundo nota divulgada pela Gibson. Ele também foi responsável por mudanças nas técnicas de gravação.

Em suas experiências, levou um choque que quase o matou. Em 1948, um acidente de carro esmagou parte do seu braço direito, mas ele pediu aos médicos que fizessem o gesso numa posição que lhe permitisse continuar tocando.

Com a popularização do rock, no final da década de 1950, a carreira fonográfica dele e de Mary Ford começou a decair, e um programa de TV mantido por eles durante sete anos foi tirado do ar em 1960. O casal se divorciou em 1964.

Em 1977, ele e o guitarrista Chet Atkins lançaram um disco premiado com o Grammy, prêmio que ele voltaria a receber em 2005 por um álbum com convidados ilustres, como Buddy Guy, Eric Clapton e Keith Richards.

Paul é a única pessoa a ter sido incluída nos Halls da Fama do Grammy, do Rock, dos Inventores dos EUA e dos Artistas de TV dos EUA. Deixa quatro filhos, cinco netos e cinco bisnetos. O enterro será em Nova York.

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