Laudo diz que morte de Jackson foi homicídio; médico é suspeito

sexta-feira, 28 de agosto de 2009 20:38 BRT
 

Por Bob Tourtellotte

LOS ANGELES (Reuters) - A morte do cantor Michael Jackson foi caracterizada nesta sexta-feira como homicídio por overdose de medicamentos, alimentando especulações de que o médico pessoal dele, Conrad Murray, pode ser em breve indiciado por homicídio culposo ou outro crime.

O legista encarregado das investigações no condado de Los Angeles informou em sua conclusão que o poderoso anestésico propofol -- usado em cirurgias e é apelidado por alguns médicos de "leite da amnésia" -- e o sedativo lorazepam foram as principais drogas responsáveis pela repentina morte de Jackson em 25 de junho, aos 50 anos de idade.

Outras drogas detectadas em seu sistema foram midazolam, diazepam, lidocaína e efedrina.

A polícia de Los Angeles disse que encaminhará o caso à promotoria para possível indiciamento criminal quando tiver concluído a investigação sobre a morte de Jackson. Em referências anteriores à corte, a polícia disse que Murray, que esteve com o cantor no dia da morte dele, estava sendo investigado por homicídio culposo.

Jackson, cujo CD "Thriller" é o álbum mais vendido até hoje no mundo, morreu repentinamente em Los Angeles depois de sofrer uma parada cardíaca, algumas semanas antes de retornar aos palcos em uma série de shows.

Murray, cardiologista com consultórios em Houston e Las Vegas, foi contratado para cuidar do cantor enquanto ele se preparava para os shows, e estava atendendo a Jackson no dia em que ele morreu.

O médico havia admitido previamente à polícia ter administrado propofol, medicamento parecido com o leite usado para sedação de pacientes, para ajudar Jackson a dormir.

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<p>Michael Jackson, em foto de arquivo, foi assassinado, informou o IML de Los Angeles. REUTERS/Gene Blevins/Files</p>