September 18, 2009 / 4:54 PM / 8 years ago

"Salve Geral" é escolhido para disputar indicação ao Oscar

4 Min, DE LEITURA

<p>Cena de "Salve Geral", filme brasileiro sobre os ataques do PCC em S&atilde;o Paulo, escolhido para disputar indica&ccedil;&atilde;o ao Oscar. DIVULGA&Ccedil;&Atilde;O/Reuters</p>

RIO (Reuters) - O filme "Salve Geral", do diretor Sérgio Rezende, foi escolhido para representar o Brasil na disputa à indicação ao Oscar 2010.

O filme brasileiro vai concorrer com produções de mais de 95 países à indicação final de Melhor Filme Estrangeiro, anunciou nesta sexta-feira o Ministério da Cultura. O longa de Rezende ("Zuzu Angel", "Lamarca", "Mauá"), que estreia em 2 de outubro, disputou com nove filmes. Os indicados à 82a edição do Oscar serão anunciados em 2 de fevereiro de 2010 e a entrega dos prêmios ocorrem em março.

"Salve Geral" relembra o dia em que o Primeiro Comando da Capital (PCC), organização criminosa que atua de dentro dos presídios, parou a cidade de São Paulo em maio de 2006. Os episódios deixaram quase 200 mortos, entre funcionários do Estado, como agentes penitenciários e policiais, e supostos participantes nos ataques.

Lúcia (Andréa Beltrão) é uma viúva de classe média que sonha em tirar o filho Rafael (Lee Thalor), de 18 anos, da prisão. Em visitas à penitenciária, Lúcia conhece Ruiva (Denise Weinberg), advogada do líder da organização criminosa (Bruno Perillo) e uma das principais atuações do filme. As duas ficam amigas e Lúcia acaba sendo usada em missões ligadas ao comando.

"Salve Geral", código dos membros do PCC para a deflagração dos ataques, é antes de tudo um filme de ação, que mantém a tensão do espectador do início ao fim.

Para além das cenas de violência, tiro e perseguição, aponta as péssimas condições humanas dos presídios e dá crédito à suposta proteção que o "partido" (como o PCC é tratado por seus integrantes) oferece aos presos. Mas não deixa de escancarar a corrupção presente em todos os lados da trama --entre os presos, seus familiares e os órgãos de segurança.

A trama lembra a atuação do governo do Estado de São Paulo no episódio, que fretou um avião para levar secretário e cúpula da segurança junto aos líderes do PCC para fechar um acordo que pôs fim aos ataques. Na época, a tática causou constrangimento nas autoridades paulistas.

Claro, não faltam cenas "calientes" em que Andréa Beltrão faz sexo com um dos líderes do comando e em plena penitenciária.

Apesar de retratar os ataques na capital, a maior parte das filmagens ocorreu a 120 quilômetros de São Paulo, em Paulínia, onde a equipe passou sete das onze semanas de filmagem. A cidade tem um polo de cinema que apoiou o filme. As cenas de presídio foram no Frei Caneca, penitenciária desativada do Rio de Janeiro.

A estreia da produção de 9 milhões de reais vai coincidir com o julgamento de Marcos Herbas Camacho, o Marcola, e Júlio Cesar de Moraes, o Julinho Carambola, tidos como líderes do

Pcc.

O júri popular começa dia 1o e deve durar dois dias no Fórum da Barra Funda, em São Paulo, quando os dois presos serão julgados como mandantes do assassinato do juiz-corregedor de Presidente Prudente, Antônio José Machado Dias, ocorrido em 2003.

Reportagem de Carmen Munari; Edição de Maria Pia

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