Candidato egípcio derrotado na Unesco culpa EUA e lobby judaico

sexta-feira, 25 de setembro de 2009 08:17 BRT
 

CAIRO (Reuters) - O candidato egípcio derrotado em sua candidatura para chefiar o braço de educação e cultura da ONU culpou os Estados Unidos e o lobby judaico por sua derrota, após de ter afirmado no ano passado que queimaria livros israelenses.

O ministro egípcio da Cultura, Farouk Hosni, foi derrotado por Irina Gueorguieva Bokova, ex-chanceler da Bulgária, na rodada final de votação para a chefia da Unesco.

Em 1979, o Egito foi o primeiro Estado árabe a assinar um tratado de paz com Israel, mas as relações se mantiveram frias, enquanto muitos egípcios e árabes continuaram fortemente contra a ocupação da Palestina por Israel.

"A campanha contra mim na Unesco foi encabeçada pelos Estados Unidos e muitos Estados europeus cooperaram", disse Hosni nesta sexta-feira ao jornal estatal Al-Akbar.

"Havia aqueles jogando por trás dos bastidores, e eles eram as organizações e lobistas judaicos que acenderam fogo contra mim", acrescentou.

Analistas egípcios afirmaram que Hosni, caso tivesse ganho a eleição para a Unesco, precisaria andar na corda bamba sobre a questão cultural com Israel.

Hosni, de 71 anos, era o favorito para se tornar o primeiro árabe nomeado diretor-geral da Unesco, mas sua candidatura criou controvérsias entre as organizações judaicas, enquanto ativistas dos direitos humanos o acusaram de fechar os olhos para a censura no Egito.

Hosni gerou polêmica no ano passado no parlamento egípcio, quando afirmou que queimaria livros israelenses se os encontrasse em bibliotecas egípcias.

Posteriormente Hosni declarou que estava arrependido de seus comentários.

 
<p>O ministro eg&iacute;pcio da Cultura Farouk Hosni, derrotado para liderar a UNESCO, culpa lobby judeu e EUA REUTERS/Tara Todras-Whitehill (EGYPT)</p>