29 de Setembro de 2009 / às 17:22 / 8 anos atrás

Polanski apela contra pedido de extradição por acusação sexual

<p>O cineasta Roman Polanski promete recorrer contra extradi&ccedil;&atilde;o aos EUA REUTERS/Hannibal Hanschke (GERMANY)</p>

Por Emma Thomasson

ZURIQUE (Reuters) - Advogados do cineasta premiado com o Oscar Roman Polanski registraram numa corte suíça na terça-feira uma apelação contra sua prisão devido a um mandato de extradição dos EUA, que pede seu retorno ao país para que seja sentenciado por ter feito sexo com uma menina de 13 anos em 1977.

Em comunicado breve em seu site na Internet, a Corte Penal Federal da Suíça disse que tomará uma decisão sobre a apelação “nas próximas semanas” após uma troca de moções por escrito, e que enquanto isso não divulgará mais informações sobre o caso.

Polanski, de 76 anos, tem cidadania dupla francesa e polonesa e foi preso no sábado na Suíça devido a um mandado de prisão dos EUA. O diretor de “Chinatown” estava na Suíça para receber um prêmio pelo conjunto de sua obra no Festival de Cinema de Zurique.

O advogado suíço do cineasta, Lorenz Erni, disse à Reuters que Polanski vai combater a extradição e que, embora ele esteja bem, a detenção está sendo muito difícil para ele. Erni se negou a comentar quanto tempo Polanski pode permanecer preso.

Um porta-voz do Ministério da Justiça suíço disse na segunda-feira que é teoricamente possível, mas muito improvável, que Polanski seja libertado com pagamento de fiança.

O complexo processo de extradição pode arrastar-se por anos se Polanski o contestar, disseram fontes judiciais dos EUA na segunda-feira. As autoridades americanas têm o prazo de até 60 dias para fazer um pedido de extradição.

O cônsul geral da França, Jean-Luc Fauré-Tournaire, visitou Polanski na prisão na segunda-feira e disse que o diretor está sendo bem tratado.

“Ele agradece as muitas pessoas que manifestaram apoio”, disse o consulado.

O cineasta, que recebeu o Oscar de melhor diretor em 2002 pelo filme “O Pianista”, sobre o Holocausto, é procurado por ter fugido dos EUA na véspera de seu sentenciamento formal pela acusação criminal, feita em 1977, de ter tido relações sexuais ilegais com uma menina de 13 anos, a quem ainda foi acusado de dar drogas e álcool.

Polanski fechou um acordo com a promotoria pública de Los Angeles para confessar-se culpado da acusação sexual e ser sentenciado a 42 dias de prisão para passar por exames psiquiátricos - prazo que ele já passara na prisão. Mas ele acreditava que o juiz poderia anular o acordo e sentenciá-lo a até 50 anos de prisão.

A promotoria pública de Los Angeles divulgou na segunda uma cronologia de sete tentativas anteriores de prender Polanski desde 1978, durante viagens do diretor previstas ou que de fato aconteceram à Inglaterra, Israel, Canadá e Tailândia.

Nas últimas três décadas, dúvidas surgiram quanto a erros de conduta judicial, e a vítima, Samantha Geimer, declarou que Polanski não deveria passar mais tempo na prisão.

O chanceler francês Bernard Kouchner disse à rádio francesa que está cooperando com a Polônia no caso de Polanski e que escreveu à secretária de Estado americana, Hillary Clinton, sobre o assunto.

A possibilidade de um perdão a Polanski por parte dos EUA foi levantada fora do país. O gabinete do governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger, disse que o governador possui a autoridade para conceder clemência em alguns casos, mas que não foi procurado com relação ao caso de Polanski.

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