Fashionistas italianos ficam furiosos por ligação a Berlusconi

terça-feira, 29 de setembro de 2009 12:47 BRT
 

Por Marie-Louise Gumuchian

MILÃO, 29 de setembro, 10:35 (Reuters Life!) - Fashionistas italianos contestaram na segunda-feira hipóteses veiculados pela mídia estrangeira de que suas criações mais recentes seriam destinadas a "mulheres oferecidas", inspiradas pelos escândalos sexuais que cercam a vida privada do primeiro-ministro Silvio Berlusconi.

Em críticas feitas na segunda-feira aos desfiles de moda feminina primavera/verão 2010, o Financial Times e o International Herald Tribune vincularam a abundância de vestidos curtos e sexy vistos nos últimos dias ao primeiro-ministro, que tem 73 anos.

Nos últimos meses Berlusconi vem sendo atingido por vários escândalos envolvendo sua vida privada, incluindo alegações de que um empresário teria pago mulheres para dormir com ele. Em maio, sua esposa anunciou que queria um divórcio devido a suas ligações com mulheres.

"Fiquei muito surpreso. Não esperava essa avaliação. Ela me parece injustificada", disse à Reuters Mario Boselli, presidente da câmara nacional de moda da Itália.

"Assisti a pelo menos 50 desfiles. Com certeza não vi nada do que foi escrito. Acho que essa semana de moda foi dominada pelo equilíbrio e grande elegância e que certamente não houve nada vulgar ou inutilmente provocativo."

Milão, a capital italiana da moda, é conhecida por grandes nomes como Giorgio Armani, Versace, Dolce & Gabbana e Prada, todos os quais promoveram seus desfiles de moda feminina nos últimos dias.

Como a chegada do calor favorece uma exposição maior do corpo, muitos estilistas fizeram questão de destacar o corpo, com costas de fora, vestidos com um ombro de fora e bainhas curtas - desde minivestidos e minissaias até calças curtas de cintura alta, ao estilo dos anos 1950.

O International Herald Tribune intitulou sua crítica de "Ponham a Culpa em Berlusconi".   Continuação...

 
<p>Fashionistas italianos rejeitam liga&ccedil;&atilde;o com Berlusconi REUTERS/Remo Casilli (ITALY POLITICS)</p>