Polanski pode pegar 2 anos de prisão se for extraditado aos EUA

sexta-feira, 23 de outubro de 2009 17:00 BRST
 

ZURIQUE (Reuters) - O cineasta franco-polonês Roman Polanski pode enfrentar dois anos de prisão se for extraditado para os Estados Unidos, onde é aguardado para receber a sentença por ter feito relações sexuais com uma menor de idade há mais de 30 anos, disse o Ministério da Justiça suíço.

"Os Estados Unidos querem que ele seja extraditado por ter tido relações sexuais com uma menor de idade. Essa acusação é passível de no máximo dois anos de prisão, pelas leis norte-americanas", disse na sexta-feira um porta-voz do Ministério da Justiça suíço, Folco Galli.

O Ministério havia informado anteriormente que os Estados Unidos formularam a demanda formal de extradição de Polanski da Suíça.

"Se Polanski concordar voluntariamente com a extradição, o processo poderá ser concluído rapidamente", disse Galli. "Se a decisão for combatida, pode levar meses e meses".

Polanski pode apresentar recurso contra qualquer decisão sobre a extradição junto à Corte Criminal Federal da Suíça, e, em última instância, a Suprema Corte Federal, informou o Ministério.

O cineasta de 76 anos, premiado com o Oscar pelo filme "O Pianista", foi preso em 26 de setembro quando visitou a Suíça para receber um prêmio em um festival de cinema.

Polanski fugiu dos EUA em 1978 porque achava que o juiz de seu caso iria condená-lo a 50 anos de prisão por ter feito sexo com uma menina de 13 anos, depois de lhe dar drogas e bebidas.

Fontes judiciais dos EUA disseram que o processo de extradição é complexo e, se Polanski o contestar, poderá se arrastar por anos.

(Reportagem de Sam Cage e Lisa Jucca)

 
<p>Foto de arquivo do cineasta Roman Polanski, em Potsdam. Os Estados Unidos pediram formalmente &agrave; Su&iacute;&ccedil;a que extradite o cineasta Roman Polanski, que fugiu de uma senten&ccedil;a na Calif&oacute;rnia por acusa&ccedil;&otilde;es envolvendo um crime sexual contra uma crian&ccedil;a em 1977, afirmou o Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a da Su&iacute;&ccedil;a nesta sexta-feira.19/02/2009.REUTERS/Hannibal Hanschke</p>