Madonna inicia construção de escola de meninas no Malauí

segunda-feira, 26 de outubro de 2009 17:13 BRST
 

LILONGUE, MALAUÍ (Reuters) - Madonna iniciou na segunda-feira a construção de uma escola para meninas no Malauí ao custo de milhões de dólares e prometeu construir escolas semelhantes em outros países se o projeto der certo.

Situada no povoado de Chinkhota, a cerca de 15 quilômetros da capital do Malauí, Lilongüe, a Academia para Meninas Raising Malawi deve ficar pronta em cerca de dois anos e vai receber 500 alunas vindas dos 28 distritos do pequeno país do sul da África.

A previsão é que a construção custe 15 milhões de dólares.

"Tendo crescido numa vida privilegiada, eu via o ensino como algo garantido e certo. Mas o fato de conhecer o Malauí me ensinou muitas coisas, e aprendi a apreciar o que a vida me deu", disse Madonna.

A cantora, que adotou duas crianças do Malauí, disse que quer oferecer oportunidades a meninas de famílias carentes.

"Eu compreendi quanto elas merecem ter acesso ao ensino, então achei que o melhor que eu poderia fazer seria construir uma escola, uma escola singular que forme mulheres para serem líderes do futuro, cientistas, advogadas, médicas, e, se esta escola for bem-sucedida, será usada como modelo a ser reproduzido em outros países", disse Madonna.

Uma epidemia de Aids deixou mais de um milhão de crianças órfãs no Malauí, país pobre com 13 milhões de habitantes.

O governo do Malauí enfrentou críticas depois de Madonna ter adotado um garoto de 13 meses, David Banda, em 2006. Críticos acusaram o governo de dar tratamento especial à cantora, passando ao largo das leis que proíbem pessoas não residentes no país de adotar crianças ali.

Em junho deste ano, a Suprema Corte do Malauí revogou a decisão de uma corte inferior, anunciada em abril, que não autorizara Madonna a adotar uma menina de 4 anos, Mercy James, pelo fato de a cantora não residir no país.

(Reportagem de Mabvuto Banda)

 
<p>Madonna, em foto de arquivo, iniciou constru&ccedil;&atilde;o de escola de meninas no Malau&iacute;. REUTERS/Gary Hershorn</p>