30 de Outubro de 2009 / às 22:37 / em 8 anos

Visual do rock está em exposição em museu de NY

Por Christopher Michaud

NOVA YORK (Reuters) - Uma nova grande exposição de fotografia em Nova York tem como tema a ideia de que os olhos são tão importantes como os ouvidos para se apreciar e compreender o rock and roll.

A extensa mostra “Who Shot Rock & Roll: A Photographic History, 1955 to the Present”, do Brooklyn Museum, foi inaugurada nesta sexta-feira como um estudo sobre os contrastes que permeiam a subcultura do rock como gênero musical.

Cerca de 200 fotografias, vídeos, capas de álbuns e mostras de slides, desde várias imagens de Jimi Hendrix a fotos de Amy Arbus mostrando Madonna andando por uma rua de Manhattan em 1983, apresentam mais de 50 anos de história do rock.

“Este é apenas o começo da conversa sobre a importância das imagens no rock and roll”, disse o curador Gail Buckland, autor de um livro com o mesmo título da mostra, publicado neste mês pela Knopf.

“As imagens são como os enteados de sua história cultural, e eu quero que elas sejam parte do pantheon”, disse Buckland.

Em crônicas de eventos como a primeira capa de álbum de Elvis Presley e o dia do casamento de Amy Winehouse, em 2007, a exposição permanece até janeiro no museu, o segundo maior de Nova York.

A seção dos primeiros dias do rock inclui a primeira foto dos Rolling Stones, raramente vista, tirada do lado de fora do Australia Pub, em Londres, em 1963, apenas alguns dias depois de eles terem assinado contrato com um agente. Com uma pose em que tentavam se mostrar “maus e desagradáveis”, pelos padrões atuais os rapazes parecem doces e inofensivos.

Em imagens de performances ao vivo, a história recente da banda é mostrada em uma foto de 1969, do notório concerto no autódromo de Altamont, que resultou na morte de quatro fãs.

No mesmo ano, Johnny Cash faz para a câmera um sinal ofensivo com o dedo, durante apresentação na prisão de San Quentin.

Um ponto alto da seção de retratos é um conjunto de tomadas individuais de Richard Avedon, dos Beatles, em 1967. Uma foto de 1960 mostra o quarteto em Hamburgo, quando eles eram cinco, e Ringo não fazia parte do grupo.

Mais tarde, John Lennon e Yoko Ono posam alegremente na cama de sua casa para Allan Tannenbaum, em novembro de 1980. Duas semanas depois, Lennon foi assassinado.

Mais de cem fotógrafos estão representados, incluindo Diane Arbus, Annie Leibovitz e Linda McCartney, documentando as vidas e a arte de músicos como Blondie, Iggy Pop, Bob Dylan, Janis Joplin, Grace Jones, Kurt Cobain, Tina Turner, Marianne Faithfull, Patti Smith e Chuck Berry.

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