Fundador do Opus Dei é tema de novo filme de Roland Joffe

quarta-feira, 4 de novembro de 2009 19:50 BRST
 

Por Mike Collett-White

LONDRES, 4 de novembro, 10:45 (Reuters) - Se o Opus Dei foi negativamente representado no blockbuster baseado no romance "O Código Da Vinci", de Dan Brown, tudo indica que ganhará imagem bem mais atraente em outro filme que trata da organização católica.

O diretor britânico Roland Joffe, célebre por seus filmes indicados ao Oscar "Os Gritos do Silêncio" e "A Missão", está produzindo "There Be Dragons", filme ambientado durante a Guerra Civil Espanhola e que trata em parte da vida do fundador do Opus Dei, José Maria Escrivá.

A fotografia principal já foi concluída, e agora Joffe está na sala de edição. O objetivo é que o filme, cujo elenco inclui a Bond girl Olga Kurylenko, esteja pronto para chegar aos cinemas no outono americano de 2010.

A intenção original de Joffe foi rejeitar o projeto, que, devido a sua temática religiosa e ao perfil controverso do Opus Dei, promete atrair escrutínio maior que a maioria dos filmes.

Em "O Código Da Vinci" o Opus Dei é mostrado como uma seita cercada de segredos e que recorre a assassinatos para defender um acobertamento fictício que a Igreja Católica teria feito durante 2.000 anos. A organização também é criticada por liberais católicos que veem seu poder e seu alcance com desconfiança e por ex-integrantes que falam de coerções e mortificações corporais.

Mas Joffe mudou de ideia quando assistiu a um vídeo de Escrivá discursando para uma multidão.

Uma menina judia perguntou ao sacerdote, que foi canonizado em 2002, se ela deveria se converter ao catolicismo. Ciente de que isso magoaria os pais dela, Escrivá lhe disse que não.

"Uma das coisas que me impressionaram muito em José Maria foi o fato de ele perceber que a santidade não requer que você se retire para uma ordem religiosa, não requer que você se torne sacerdote", disse Joffe em teleconferência recente.   Continuação...