História sobre "pai" de Bollywood é aposta da Índia no Oscar

quinta-feira, 5 de novembro de 2009 11:05 BRST
 

Por Shilpa Jamkhandikar

MUMBAI (Reuters) - Quando Dhundiraj Govind Phalke decidiu fazer um filme em 1911, foi ridicularizado e sofreu com a falta de dinheiro. Destemido, vendeu a maior parte de seus bens para fazer o primeiro filme da Índia, "Raja Harishchandra", plantando as sementes para o que hoje é a maior indústria de cinema do mundo.

Quase um século depois, quando o artista de Mumbai Paresh Mokashi decidiu fazer seu primeiro filme, ele escolheu contar a história de Phalke, mas descobriu que sua própria situação não era muito diferente da de seu personagem.

"Eu hipotequei minha casa, gastei até o último centavo que tinha no bolso. Muitas pessoas não tinham certeza sobre o roteiro e o tema do filme", disse à Reuters Mokashi, que completou "Harishchandrachi Factory" em 2008.

A história de Mokashi tem um final feliz: "Harishchandrachi Factory" é a passagem da Índia para o Oscar de Filme Estrangeiro na próxima cerimônia da Academia. E a UTV Motin Pictures, uma das maiores produtoras da casa, já adquiriu os direitos sobre o filme.

"Meu objetivo era contar a história do homem que começou o que agora é a maior indústria de cinema do mundo. Phalke enfrentou muitos problemas enquanto fazia o filme", disse Mokashi.

"Ele não tinha experiência anterior, não tinha dinheiro e tinha uma família para alimentar. Mesmo assim, enfrentou todos esses obstáculos com um sorriso e uma atitude enérgica", acrescentou.

Phalke, conhecido como o pai do cinema indiano, lançou "Raja Harishchandra" em 1913. Ele faria 95 filmes e 26 curtas em 19 anos de carreira.

Ele morreu em 1944, mas seu nome sobrevive no prêmio Dadasaheb Phalke, criado em sua homenagem pelo governo em 1969 e que é, ainda hoje, a maior honraria no cinema indiano.   Continuação...