12 de Novembro de 2009 / às 15:49 / 8 anos atrás

ESTREIA-Ang Lee parte para a comédia em "Aconteceu em Woodstock"

SÃO PAULO (Reuters) - Depois de realizar seis filmes dramáticos em 13 anos - incluindo os vencedores do Leão de Ouro em Veneza "O Segredo de Brokeback Mountain" (2005) e "Desejo e Perigo" (2007) - o diretor Ang Lee lança-se em um comédia ligeira em "Aconteceu em Woodstock". O filme entra em cartaz apenas no Rio de Janeiro.

Adaptado a partir de um livro autobiográfico de Elliot Tiber, com roteiro de James Schamus, parceiro habitual do diretor, "Aconteceu em Woodstock" recupera a história e o espírito de Woodstock - o festival de música que aconteceu em agosto de 1969, deslocou cerca de 1,5 milhão de pessoas até as imediações de Bethel, ao norte de Nova York, e reacendeu o sonho de liberdade que provocara movimentos estudantis por todo o mundo um ano antes.

A história parte da experiência pessoal de Elliot (interpretado pelo comediante e roteirista Demetri Martin), cujos pais (Henry Goodman e Imelda Staunton), dois caipiras rudes, não estão conseguindo atrair hóspedes ao seu hotelzinho rural na cidadezinha de White Lake, e estão à beira da bancarrota.

Bom filho, Elliot vem ajudar. Sabendo que um grande festival de rock fora proibido em outro lugar, o rapaz convida os organizadores a mudar o evento para sua região, em que não só seus pais, como outros proprietários de sítios, estão ansiosos por encontrar atividades rentáveis.

Entre eles está Max Yasgur (Eugene Levy), que logo passará à História como o homem que alugou sua fazenda para o palco em que desfilaram The Who, Jimmy Hendrix, Joan Baez e a incrível sucessão de músicos do show histórico.

Depois disso, a trama gira em torno dos bastidores da organização do festival, colocando em primeiro plano as experiências dramáticas ou confusas do próprio Elliot e da impressionante e numerosa fauna humana que se desloca para o lugarejo, cujo provincianismo será testado até o limite.

Não só pela chegada de milhares de jovens de comportamento desinibido que acampam ao ar livre, como pelo desembarque de um personagem a que os locais não estão acostumados: o travesti Vilma (interpretado por Liev Schreiber), que é contratado por Elliot para trabalhar como segurança.

Como sempre, Ang Lee une o individual e o coletivo com muita verdade. Ele é bem-sucedido ao rir de leve sobre um acontecimento pop, mas nada inofensivo.

Assim, o filme sintoniza o espírito de uma época de tom libertário - em termos de comportamento, sexo, vestuário, uso de drogas, religião (ou falta dela) e a busca de uma relação harmônica e pacífica com a natureza. Temas que atravessaram décadas e gerações e integram a pauta política até hoje.

(Por Neusa Barbosa, do Cineweb)

* As opiniões expressas são responsabilidade do Cineweb

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