Carla Bruni nega acusação de influenciar o presidente francês

sexta-feira, 13 de novembro de 2009 13:05 BRST
 

PARIS (Reuters) - A primeira-dama francesa, a modelo que virou cantora Carla Bruni-Sarkozy, rejeitou acusações de que influencia as decisões políticas do presidente Nicolas Sarkozy, dizendo que seu marido não é alguém que aceita ordens ou sugestões sem questionar.

Depois de a mídia francesa ter publicado comentários anônimos de membros do partido de centro-direita de Sarkozy, o UMP, criticando Carla Bruni por supostamente transmitir suas posições de esquerda ao presidente, a primeira-dama declarou que não se interessa por política.

"Como pode alguém imaginar que meu marido é um 'yes-man' que se deixa influenciar!", disse Bruni, nascida na Itália, em entrevista à edição de sexta-feira da revista Elle. A expressão 'yes-man' significa alguém que aceita ordens sem questionar.

"Em um casal, cada parceiro exerce influência pessoal sobre o outro, mas eu não exerço nenhuma influência política sobre meu marido. Felizmente, aliás, porque isso seria um inferno!"

A mídia divulgou que membros do UMP estariam insatisfeitos com o que veem como a influência de uma artista de esquerda sobre a presidência. Especificamente, Bruni teria persuadido o presidente a nomear Frederic Mitterrand, sobrinho do falecido presidente socialista François Mitterrand, para chefiar o Ministério da Cultura.

No mês passado, Frederic Mitterrand se viu envolto em uma polêmica por ter escrito sobre suas experiências como turista sexual na Tailândia.

"(Nicolas Sarkozy) perguntou minha opinião sobre Frederic Mitterrand, e também a de outros artistas amigos, durante um almoço. Todas as opiniões foram positivas. Mas ele já tinha feito sua decisão", disse Bruni na entrevista.

Ela disse que não previu o impacto que o casamento com o presidente teria sobre sua vida, já que anteriormente mal tinha tomado conhecimento da política, apenas folheando superficialmente as páginas de política dos jornais.

"Eu me interessava pelas eleições presidenciais, mas da mesma maneira como algumas pessoas se interessam pela Copa do Mundo de futebol", disse ela.

Sarkozy cortejou a cantora em um romance-relâmpago depois de divorciar-se de sua segunda mulher, Cecilia. Eles se casaram em fevereiro de 2008, meses depois de terem se conhecido.

(Reportagem de Emmanuel Jarry e Sophie Hardach)

 
<p>Foto de arquivo da primeira-dama francesa Carla Bruni-Sarkozy com o presidente Nicolas Sarkozy. Depois de a m&iacute;dia francesa ter publicado coment&aacute;rios an&ocirc;nimos de membros do partido de centro-direita de Sarkozy, o UMP, criticando Carla Bruni por supostamente transmitir suas posi&ccedil;&otilde;es de esquerda ao presidente, a primeira-dama declarou que n&atilde;o se interessa por pol&iacute;tica. REUTERS/Gonzalo Fuentes</p>