Prostitutas são expostas em venerável galeria de arte de Londres

terça-feira, 17 de novembro de 2009 13:22 BRST
 

Por Mike Collett-White

LONDRES, 17 de novembro, 11:11 (Reuters Life!) - A National Gallery de Londres, um dos maiores acervos públicos mundiais de arte, está expondo uma reconstrução decadente do Distrito das Luzes Vermelhas de Amsterdã, o bairro de sexo pago da capital holandesa, em uma rara investida na arte contemporânea das instalações.

Quando os planos de expor "The Hoerengracht", de Ed e Nancy Kienholz, foram anunciados, no ano passado, críticos indagaram se a National Gallery estaria se "prostituindo" para a arte contemporânea, criada pelo menos em parte para chocar.

Mas, em coletiva de imprensa na quarta-feira, o curador Colin Wiggins defendeu a decisão de abrigar a instalação, que recria uma rua e prédios sujos onde manequins realistas de mulheres seminuas se expõem em janelas.

Wiggins destacou as conexões entre a instalação e pinturas holandesas famosas do século 17 que integram o acervo permanente da galeria.

E ele argumentou que o tema sórdido, retratado com realismo, não é tão deslocado na National Gallery quanto alguns visitantes possam imaginar à primeira vista.

"Isso é como entrar dentro de uma pintura de Amsterdã feita por um artista holandês do século 17", disse Wiggins.

"Temos pinturas que mostram cenas de estupro coletivo, incesto, assassinatos, tortura e mutilações. Mas, porque as pessoas os enquadram em molduras de ouro e os recobrem de verniz, elas são seguras, elas não são ameaçadoras."

Os Kienholz começaram a montar "The Hoerengracht" em 1983, dez anos depois de se conhecerem em uma festa em Los Angeles e se casarem. A instalação levou cinco anos para ser feita.   Continuação...

 
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