Primeira sessão de filme sobre Lula em Brasília superlota teatro

quarta-feira, 18 de novembro de 2009 12:21 BRST
 

BRASÍLIA (Reuters) - Foi longa, tumultuada no início, mas terminou entre lágrimas e aplausos a primeira sessão pública do filme "Lula - O Filho do Brasil", de Fábio Barreto, que abriu nesta noite de terça-feira o 42o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, cuja presença chegou a ser anunciada nos últimos dias, não foi. Em seu lugar, esteve a primeira-dama, Marisa Letícia da Silva, alguns ministros, como o de Esportes, Orlando Silva, e o governador de Brasília, José Roberto Arruda (DEM), o vice, Paulo Octavio, entre outros.

Com aparato de segurança discreto, a primeira-dama evitava, porém, os jornalistas que tentavam entrevistá-la, que eram gentil mas firmemente afastados por uma assessora.

Com tantas autoridades presentes, a sessão ganhou ainda uma nota política adicional, quando um pequeno grupo de estudantes invadiu o palco, ostentando uma faixa onde se lia: "Lula, liberte Cesare", referindo-se ao ex-brigadista italiano Cesare Battisti, cuja extradição está sendo julgada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Na entrada do teatro, o principal problema era a superlotação. Apenas dois seguranças na porta não conseguiam impedir aglomeração e empurra-empurras no ingresso à sala --contrariando a rotina das noites de abertura deste festival, o mais antigo do Brasil, que costumam acontecer com convidados fazendo filas.

Os lugares demarcados para a imprensa e convidados, numa área protegida por uma faixa, rapidamente se esgotaram. Quando chegaram os atores do filme, como Glória Pires (que interpreta dona Lindu, mãe de Lula) e Juliana Baroni (que interpreta dona Marisa), não havia poltronas para eles.

Isto provocou uma reação do diretor do filme, Fábio Barreto, que, quando se dirigiu ao palco para dar início à apresentação, serviu-se do microfone para reclamar: "A organização do festival não guardou lugar para os meus atores, eles não têm onde sentar."

ABORDAGEM EMOTIVA

Baseado em livro de Denise Paraná, que co-assina o roteiro com Fernando Bonassi e Daniel Tendler, o filme percorre a trajetória de Lula desde a infância, saindo de Garanhuns em pau-de-arara em 1952, com a mãe e irmãos, rumo a Santos (SP). Lá, reencontram-se com o pai, Aristides (Milhem Cortaz, de "Tropa de Elite"), alcoólatra e violento, que anos depois é abandonado por dona Lindu.   Continuação...

 
<p>Elenco do filme "Lula O Filho do Brasil" posa antes da premi&egrave;re no 42o Festival de Cinema de Bras&iacute;lia 17/11/2009 REUTERS/Roberto Jayme</p>