Ministro da Cultura rebate acusação, se exalta e ataca imprensa

quarta-feira, 25 de novembro de 2009 17:49 BRST
 

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O ministro da Cultura, Juca Ferreira, se exaltou nesta quarta-feira e chamou a oposição e a imprensa de mentirosos ao comentar acusações de que recursos de sua pasta teriam sido usados para a produção de um folheto que estimularia o voto em parlamentares ligados ao setor.

Ferreira disse que a acusação é infundada e, com os olhos marejados e em voz alta, reconheceu que está indignado e emocionado com as acusações.

"Meu pinto, meu estômago, meu coração e meu cérebro são uma linha só. Não são fragmentados. Fui desrespeitado pela imprensa que reverberou sem investigar e por dois ou três deputados", disse o ministro.

"Não acredito em pessoas que não têm capacidade de se indignar. Vocês recebem (dinheiro) para escrever mentira", acusou.

O ministro argumentou que o folder, intitulado "Vota Cultura" e que tem o nome de 250 deputados que integram a frente parlamentar suprapartidária em defesa da cultura, tem o objetivo de divulgar projetos do setor.

"O folder apresenta oito projetos estratégicos dessa frente. Não tem nada ilegítimo. A Câmara não tinha tempo para publicar o folder, a frente nos pediu e nós fizemos", disse.

"Ali tem nomes de deputados da oposição e da situação. Até do Rodrigo Maia (presidente nacional do DEM). Olha nos meus olhos e diga: Você acha que eu faria campanha para Rodrigo Maia?", indagou.

Para Ferreira, as acusações relacionadas à produção do panfleto têm como pano de fundo a divulgação na segunda-feira da pesquisa CNT-Sensus que mostrou ascensão da candidatura da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) à Presidência da República, ao mesmo tempo que apontou queda do provável candidato da oposição, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB).

"A oposição tinha recebido a informação que Dilma cresceu e Serra caiu... Eles estão supondo que o Vale Cultura é para exibir o filme do Luiz Carlos Barreto... o filme vai acabar sem nenhum dinheiro federal", acrescentou numa referência ao filme "Lula, o Filho do Brasil", sobre a trajetória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.   Continuação...