Justiça suíça liberta sob fiança Roman Polanski

quarta-feira, 25 de novembro de 2009 20:20 BRST
 

Por Jason Rhodes

ZURIQUE (Reuters) - Um tribunal suíço aprovou nesta quarta-feira a libertação, mediante fiança de 4,5 milhões de francos suíços (4,4 milhões de dólares), do cineasta Roman Polanski, que lutava contra uma extradição para os Estados Unidos por causa de uma acusação de pedofilia na década de 1970.

"O tribunal considerou que a fiança na quantia de 4,5 milhões de francos suíços oferecida por Polanski, junto com outras medidas de apoio, são suficientes para evitar o risco de fuga", disse a corte em comunicado.

A nota acrescenta que a fiança equivale a uma "porção substancial" da fortuna de Polanski, e foi sacada de um banco francês usando o apartamento do cineasta em Paris como garantia. A defesa de Polanski alegou que a potencial perda da fortuna dissuadiria o cineasta de uma fuga.

A cunhada de Polanski, a atriz francesa Mathilde Seigner, recebeu a notícia com alívio e disse que não havia perigo de o cineasta fugir.

"Ele é um homem de 76 anos, não tem 40", disse à rádio Europe 1. "É claro que ele não iria escapar, é absurdo imaginar algo assim".

Polanski não será solto imediatamente porque o governo suíço ainda tem de examinar a sentença e decidir um possível recurso, disse à Reuters o porta-voz do Ministério da Justiça, Folco Galli.

Mas a ministra da pasta, Eveline Widmer-Schlumpf, disse que o recurso é improvável. "Acho que a Corte Penal Federal Suíça teve suas boas razões. Não vejo razão para recorrer desta decisão", afirmou ela a uma rádio suíça.

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<p>Foto de arquivo do cineasta Roman Polanski chegando em Cannes. Um tribunal su&iacute;&ccedil;o aprovou nesta quarta-feira a liberta&ccedil;&atilde;o, mediante fian&ccedil;a de 4,5 milh&otilde;es de francos su&iacute;&ccedil;os (4,4 milh&otilde;es de d&oacute;lares), do cineasta Roman Polanski, que lutava contra uma extradi&ccedil;&atilde;o para os Estados Unidos por causa de uma acusa&ccedil;&atilde;o de pedofilia na d&eacute;cada de 1970.25/05/2008.REUTERS/Jean-Paul Pelissier/File</p>