ESTREIA-"Atividade Paranormal" usa fórmula de "A Bruxa de Blair"

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009 12:41 BRST
 

SÃO PAULO (Reuters) - Uma das lições mais simples dadas em um filme de terror veio de M. Night Shyamalan, em "O Sexto Sentido"(1999). Segundo o diretor, quando algo ou alguém não deveria estar lá, andando pelo corredor, o espectador experimentaria o medo. Quando se vê "Atividade Paranormal", do cineasta estreante Oren Peli, é fácil entender a teoria.

O filme estreia em circuito nacional. A história é bastante simples. Micah (Micah Saloat) compra uma câmera para comprovar possíveis fenômenos paranormais presenciados por sua namorada Katie (Katie Featherston).

Como em " A Bruxa de Blair", ele filma as mais rotineiras ações do casal - de forma trêmula - para comprovar a existência de um suposto fantasma na casa onde moram.

Todas as noites, o casal é surpreendido por uma série de situações inexplicáveis, que são captadas pela câmera. De madrugada, eles são acordados por ruídos estranhos, portas batendo, vozes, sombras e até contatos diretos, com claros indícios de manifestação demoníaca na casa.

Nesse contexto, Oren Peli tenta induzir o espectador a ver a história como algo verídico. Daí o agradecimento a famílias supostamente afetadas pelos fenômenos encenados na produção, nos créditos iniciais do filme. Mas isso não passa de uma grande jogada de marketing, embora sua mensagem assustadora seja eficiente.

Quem gosta de filmes de terror, não pode deixar de ver "Atividade Paranormal" (cuja continuação já está em produção). O diretor consegue realizar um filme sombrio, em que os detalhes da trama são fundamentais para assombrar o espectador. Por isso, a julgar pelas reações do público da pré-estreia, desaconselha-se ver esta produção sem companhia.

Uma das curiosidades do filme está na suposta influência do diretor Steven Spielberg sobre o final da história. Ele teria feito Oren Peli mudar o desfecho de uma primeira versão (disponível na Internet), tornando a história mais adaptável a continuações.

(Por Rodrigo Zavala, do Cineweb)

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