Sarkozy diz que enfrentará Google sobre digitalização de livros

terça-feira, 8 de dezembro de 2009 18:49 BRST
 

Por Emmanuel Jarry

GEISPOLSHEIM, França (Reuters) - O presidente francês, Nicolas Sarkozy, afirmou nesta terça-feira que não deixará o patrimônio literário de seu país ser tomado por uma "amigável" gigante norte-americana, em evidente provocação ao Google.

A França quer evitar que a literatura francesa seja tragada por grandes projetos internacionais de digitalização e planeja criar seu próprio projeto de livros digitais.

"Não deixaremos que tirem nosso patrimônio em benefício de uma empresa grande, não importa o quão amigável, grande ou americana ela seja", disse Sarkozy, sem citar o Google.

Em reunião no leste do país, o presidente afirmou que a digitalização de livros seria um dos projetos financiados por um empréstimo nacional já planejado para fazer investimentos estratégicos de bilhões de euros em 2010.

"Não deixaremos que seja tirado de nós o que geração atrás de geração produziu na língua francesa apenas porque não fomos capazes de financiar nosso próprio projeto de digitalização", acrescentou.

O mercado editorial é o mais recente a ser afetado pela revolução digital, com o Google planejando criar uma enorme biblioteca de livros escaneados, livros digitais cada vez mais populares e governos lutando para se ajustar à rápida mudança no setor privado.

O projeto de livros do Google faz parte de um acordo fechado com o sindicato de autores dos Estados Unidos. O plano foi elogiado por dar acesso aos livros, mas também foi criticado em alguns círculos por razões de antitruste, direitos autorais e privacidade.

O primeiro-ministro da França, François Fillon, pediu no mês passado que uma comissão estudasse como preparar o mercado editorial para essa renovação, dizendo que é importante evitar o tipo de prejuízo que o download ilegal de músicas e filmes gerou em suas respectivas indústrias.   Continuação...

 
<p>Presidente franc&ecirc;s, Nicolas Sarkozy, disse que enfrentar&aacute; Google sobre digitaliza&ccedil;&atilde;o de livros. REUTERS/Robert Galbraith</p>