Livro "Nanny Returns" volta a criticar elite de Nova York

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009 20:02 BRST
 

Por Jill Serjeant

LOS ANGELES (Reuters) - Papai fugiu com uma estrela de Hollywood, mamãe finge que está com câncer, os filhos estão bebendo e fazendo travessuras nas redes sociais e uma escola de elite de Nova York abriu um heliporto. Mas não temam, a babá vai entrar em ação. De novo.

Sete anos depois de lançar o best-seller "O Diário de uma Babá", as autoras Emma McLaughlin e Nicola Kraus revisitam as famílias ricas e disfuncionais de Manhattan em "Nanny Returns" (a volta da babá), que chega às livrarias norte-americanas na terça-feira.

A sequência satírica, mas picante, não poderia ter escolhido um momento melhor, enquanto a vida perfeita da família X se desintegra com a crise financeira e um divórcio brutal.

"Nanny Returns" mostra a babá voltando relutantemente para as vidas de Grayer, o garoto que ela cuidou quando ele tinha quatro anos e que agora é um adolescente de 16 anos encrenqueiro, e seu irmão Stilton, de sete anos, produto de doadores de esperma e de óvulo.

O primeiro livro --que virou filme em 2007 com Scarlett Johansson no papel da babá-- mostrava de forma hilária as vidas de socialites que nunca comiam, trabalhavam, cozinhavam, limpavam ou demonstravam afeição a seus filhos.

As ex-babás Kraus e McLaughlin dizem que a sequência foi inspirada em suas experiências em escolas particulares da elite nova-iorquina e pelo recente caso sobre a fortuna da socialite e multimilionária Brooke Astor.

"Brooke Astor tornou público como ser mãe era algo que não a interessava. Mas sejam quais forem as feridas infligidas a seu filho, ele claramente não foi capaz de salvar sua relação com seu próprio filho, que o entregou à polícia por desvio de dinheiro de Brooke", disse Kraus à Reuters.

O filho único de Brooke, Anthony Marshall, de 85 anos, foi acusado em outubro de saquear a fortuna de sua mãe enquanto ela sofria de Alzheimer e deve receber a sentença na próxima semana.

"O Diário de uma Babá" vendeu mais de dois milhões de cópias em 32 países. As autoras esperam que a sequência tenha o mesmo apelo.