Presidente da Ungaro pede demissão após coleção ser criticada

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009 16:36 BRST
 

Por Sophie Hardach e Astrid Wendlandt

PARIS (Reuters) - Mounir Moufarrige, presidente e executivo-chefe da grife francesa Emanuel Ungaro, pediu demissão dois meses após uma coleção muito criticada da atriz norte-americana Lindsay Lohan.

A Ungaro disse em comunicado na quarta-feira que Moufarrige continuará prestando assessoria à empresa, que já teve vários estilistas e dois executivos-chefes desde que Emanuel Ungaro se aposentou, em 2004.

Uma porta-voz da Ungaro disse que a saída de Moufarrige não tem relação com a coleção de Lindsay.

"Mounir Moufarrige se afastou da presidência da Ungaro para poder dedicar mais tempo a outros negócios no setor de joias e relógios", diz o comunicado.

Moufarrige contratou Lindsay Lohan como assessora artística para o desfile de primavera-verão 2010, em outubro. Sua intenção declarada foi dar um "choque elétrico" na grife envelhecida, algo que pudesse infundir ânimo novo às vendas e atrair fashionistas jovens, fãs de artistas.

Lindsay teve apenas algumas semanas para montar a coleção. O resultado, que inclui minivestidos que deixavam as nádegas expostas e adesivos com formato de coração colados aos mamilos, não foram bem recebidos por críticos de moda.

Enquanto fãs da alta-costura parisiense reagiram com choque, lamentando o fim de uma maison legendária, Moufarrige expressou otimismo após o desfile, apontando para o interesse global suscitado por Lindsay e seu estilo.

A porta-voz da Ungaro disse que Lindsay Lohan continuará em sua função.

Fundada em 1965, a Emanuel Ungaro foi adquirida da maison italiana Ferragamo em 2005 pelo empreendedor norte-americano Asim Abdullah. Moufarrige entrou para a empresa em 2006, tendo anteriormente trabalhado na Richemont.

A empresa disse que Marie Fournier, que trabalhou anteriormente com licenciamento na Dior, foi nomeada gerente geral da companhia.