Exposição sobre Egito Antigo dá lições sobre imortalidade

terça-feira, 22 de dezembro de 2009 16:11 BRST
 

Por Miral Fahmy

CINGAPURA (Reuters Life!) - Com seus túmulos em formato de pirâmides e rituais funerários ricos em detalhes, pode parecer que os antigos egípcios eram obcecados pela morte, mas uma exposição tenta mostrar que foi o amor à vida que os levou a buscar a imortalidade.

"A Busca pela Imortalidade: O Mundo do Egito Antigo" abriu terça-feira em Cingapura, com cerca de 230 antiguidades selecionadas da coleção sobre o Egito do Kunsthistorisches Museum (KHM) de Viena.

A curadora do KHM, Michaela Huettner, disse que a exposição era uma das maiores da Antiguidade Egípcia, com as peças -- algumas datando de 4.000 a.C. - fornecendo um panorama sobre a cultura antiga.

"Todo mundo acha que o Egito antigo era só múmias, pirâmides e Tutancâmon, mas havia o dia a dia também, e é isso o que tentamos mostrar", disse ela a jornalistas.

"E foi essa obsessão com a vida que os levou a buscar todos os meios para garantir a obtenção da imortalidade", acrescentou Hairani Hassan, curadora do Museu Nacional de Cingapura.

Os antigos egípcios acreditavam que a morte era apenas uma passagem para outra vida e o desejo de garantir a imortalidade foi transportado para seus rituais diários.

Era muito importante agradar aos deuses e obter proteção contra as forças malignas, e muitos dos objetos em exposição - colares de materiais diversos, que todos os egípcios usavam como amuletos, estátuas ricamente detalhadas de deuses, como Sekhmet e Horus - atestam isso.

Depois da morte, os egípcios certificavam-se de que o falecido tivesse o melhor acompanhamento possível, incluindo lápides, livros dos mortos que exaltavam as virtudes dos que se foram e vasilhas de alimentos, cerveja e vinho para sustentá-los durante a viagem.   Continuação...