Promotoria nega que médico de Michael Jackson foi indiciado

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010 19:48 BRST
 

LOS ANGELES (Reuters) - O Ministério Público de Los Angeles disse nesta sexta-feira que ainda não decidiu se vai oferecer denúncia judicial contra o médico de Michael Jackson, que morreu por causa de uma overdose acidental de medicamentos em junho, aos 50 anos.

"Não temos nada pendente. Nenhuma decisão foi tomada e nada foi protocolado", disse uma porta-voz da promotoria, sem entrar em detalhes.

Na manhã de sexta-feira, o site de celebridades TMZ.com disse, citando fontes judiciais não identificadas, que a polícia de Los Angeles havia concluído no final de dezembro a sua investigação sobre a morte de Jackson e enviaria em questão de semanas o inquérito ao Ministério Público, ao qual cabe decidir se um processo penal será levado à Justiça.

O TMZ e outras publicações, também citando fontes anônimas, disseram que os promotores podem indiciar o médico Conrad Murray por homicídio culposo (sem intenção) decorrente de negligência. Murray administrou o analgésico propofol no "Rei do Pop" antes da sua morte.

Há meses especula-se que Murray poderá ser indiciado. Cardiologista com consultórios em Houston e Las Vegas, ele havia sido contratado para cuidar de Jackson enquanto o cantor preparava uma turnê de retomada da carreira.

O médico declarou a investigadores que não foi o primeiro a dar propofol a Jackson, segundo registros judiciais.

 
<p>Foto arquivo mostra o m&eacute;dico Conrad Murray chegando &agrave; Cl&iacute;nica M &eacute;dica de Armstrong em Houston no dia 23 de novembro de 2009. O Minist&eacute;rio P&uacute;blico de Los Angeles disse nesta sexta-feira que ainda n&atilde;o decidiu se vai oferecer den&uacute;ncia judicial contra o m&eacute;dico de Michael Jackson. REUTERS/Richard Carson</p>