Cuba e EUA assinam acordo para conservar obras de Hemingway

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010 14:31 BRST
 

HAVANA (Reuters) - Instituições culturais de Cuba e dos Estados Unidos assinaram um acordo de cooperação para conservar milhares de documentos, fotografias e livros do escritor Ernest Hemingway, que viveu na ilha durante mais de 20 anos, informou a imprensa local nesta quarta-feira.

Hemingway, que ganhou o Nobel de Literatura em 1954, viveu na pitoresca Finca Vigía, uma mansão nas redondezas de Havana convertida em museu, onde fica grande parte de sua obra, de livros e manuscritos até troféus de caça.

"Com o objetivo de contribuir e melhorar o conhecimento sobre a vida e a obra do escritor Ernest Hemingway durante o período em que viveu na ilha, foi assinado um acordo de colaboração entre a Fundação Finca Vigía, dos Estados Unidos, e o Conselho Nacional de Patrimônio Cultural de Cuba", disse o Granma.

O jornal do Partido Comunista cubano disse que o contrato será por três anos e dará continuidade ao trabalho de conservação das obras e objetos que ficaram na casa.

Mary Jo Adams, diretora-executiva de Finca Vigía, e Fernando Royas, vice-ministro da Cultura de Cuba, estiveram presentes na assinatura do contrato, segundo a foto publicada no Granma.

Cuba disse que os trabalhos de restauro e digitalização dos livros que pertenceram ao aclamado escritor norte-americano permitiram colocar à disposição de acadêmicos e especialistas mais de 3.000 documentos inéditos, que incluem a correspondência do autor de "O Velho e o Mar".

Hemingway se mudou para Franca Vigía em 1939 e voltou aos Estados Unidos em julho de 1960, pouco depois da revolução cubana encabeçada por Fidel Castro em 1959.

O romancista norte-americano se suicidou em julho de 1961, aos 61 anos, em Idaho.

(Reportagem de Nelson Acosta)

 
<p>Visitantes caminham do lado de fora d casa de Finca V&iacute;gia, do falecido escritor Ernest Hemingway. Institui&ccedil;&otilde;es culturais de Cuba e dos Estados Unidos assinaram um acordo de coopera&ccedil;&atilde;o para conservar milhares de documentos, fotografias e livros do escritor, que viveu na ilha durante mais de 20 anos. REUTERS/Enrique De La Osa</p>