21 de Janeiro de 2010 / às 13:25 / 8 anos atrás

Nova leva de games de combate mira no público acima dos 30

Por John Gaudiosi

RALEIGH, Estados Unidos (Reuters) - Uma nova safra de videogames sanguinolentos de combate está chegando a um console perto de você, e eles não são todos para crianças, já que as produtoras estão cada vez mais apelando a uma audiência mais madura.

A popularidade de jogos de tiro tem se comprovado, como com o relativamente recente "Call of Duty: Modern Warfare 2", que arrecadou até agora mais de 1 bilhão de dólares no mundo.

A Sony Computer Entertainment America é a mais recente editora de games a mirar nesse segmento com "MAG", ou Massive Action Game, que permite que 256 jogadores, a maior experiência multiplayer para um videogame, combatam em um mundo tomado por uma crise petrolífera global.

Os jogadores podem escolher trabalhar para uma de três companhias militares rivais e jogar a história sozinhos ou entre si.

"Creio que o que fizemos de diferente é termos criado uma sensação real de causa e efeito com os muitos diferentes objetivos que precisam ser atingidos para se ganhar a guerra, assim como acontece em um campo de batalha real", disse Brian Soderberg, presidente e co-fundador da Zipper Interactive, desenvolvedora do "MAG".

A Sony arrebanhou fortes vendas em 2009, e MAG é um dos títulos exclusivos da produtora para 2010.

"O público principal dos jogos de tiro seguem sendo rapazes de 13 e adultos de até 34 anos de idade, que somam 60 por cento da audiência total. Mas o gênero ampliou seu apelo nos últimos anos com títulos populares como "Call of Duty" e "Halo"", afirmou Michael Cai, vice-presidente de pesquisa de jogos da Interpret.

"Jogadores e mesmo jogadoras mais velhas aderiam ao gênero. Uma grande parte da crescente popularidade dos jogos de tiro pode ser atribuída às funcionalidades online para múltiplos jogadores".

IDADE MÉDIA DOS JOGADORES É DE 35

A Electronic Arts possui duas sequências de jogos de tiro do gênero militar com "Army of Two: The 40th Day" e "Battlefield: Bad Company 2". A empresa ainda está relançando sua franquia "Medal of Honor" procurando atingir um público mais maduro.

"Pais e pessoas que compram jogos para crianças devem perceber que videogames não são mais brinquedos para crianças", afirmou Mike Snider, repórter de videogames do USA Today.

"A idade média de uma pessoa que joga videogame é 35 anos e muitos jogos lançados miram nos adultos, assim como os filmes "Inglorious Basterds" e "The Hurt Locker" também procuram esse público", acrescentou.

Gary Witta, ex-desenvolvedor de games que escreveu o filme "The Book of Eli" acredita que é uma questão de tempo antes que a grande mídia aceite que videogames não são mais para crianças.

"O ramo do videogame evoluiu e amadureceu de forma que jogos como "Modern Warfare 2" e "Halo" visam primeiramente um público mais adulto.

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