Michael Douglas admite não ter sido o melhor pai ao filho preso

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010 08:49 BRST
 

LOS ANGELES, 21 de janeiro (Reuters Life) - O ator Michael Douglas admitiu que poderia ter sido um pai melhor para seu filho mais velho, Cameron, que está preso após ser detido e acusado por venda de drogas.

Douglas disse pouco sobre a detenção de seu filho no dia 28 de julho, dizendo apenas que era "devastador". Seu filho já foi preso anteriormente por porte de cocaína.

Mas em uma entrevista na edição de março/abril da revista AARP The Magazine, o ator se abriu sobre o filho de 31 anos, que pode ser sentenciado à prisão perpétua se for condenado pelas acusações de venda de milhares de dólares em metanfetamina.

"Irei assumir qualquer responsabilidade que precisar. Teria sido melhor se eu tivesse sido mais presente? Absolutamente. Houve ausência, e eu não era nenhum anjo", disse Douglas, o vencedor de dois Oscars que agora reinterpreta o personagem pelo qual foi premiado de 1987, Gordon Gekko, no filme "Wall Street".

Douglas disse que seu filho, o único de seu primeiro casamento com Diandra Luker, era um "garoto forte", mas ainda se preocupava com seu bem-estar.

"Ele está numa prisão federal, e tem uns caras grandes e maus lá", disse Douglas.

O filho foi detido em um hotel em Manhattan, e promotores alegam que ele teria enviado grandes quantidades de drogas da Califórnia para Nova York pelo serviço de correio FedEx.

Douglas, 65, filho do ator Kirk Douglas, disse que sua carreira tinha sido a coisa mais importante de sua vida, seguida por casamento e crianças, mas isso mudou desde que casou com sua esposa de 40 anos, a atriz Catherine Zeta-Jones em 2000. O casal tem dois filhos.

"Vejo a confiança que meus filhos têm comparada à dificuldade que Cameron ou eu tínhamos para conseguir essa mesma confiança", disse ele.

 
<p>O ator Michael Douglas admitiu que poderia ter sido um pai melhor para seu filho mais velho, Cameron, que est&aacute; preso ap&oacute;s ser detido e acusado por venda de drogas. (Foto Arquivo Reuters) REUTERS/Lucas Jackson</p>