Mundo celebra 150 anos do "imortal" russo Chekhov

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010 16:48 BRST
 

MOSCOU (Reuters Life!) - Os amantes da literatura em todo o mundo celebraram nesta sexta-feira o 150o aniversário de Anton Chekhov, o dramaturgo mais aclamado da Rússia.

Fãs de Chekhov disseram que o autor, famoso por combinar um estilo de escrita emocionalmente cru com estudos detalhados da condição humana na virada do século passado, mantém sua relevância mais de 100 anos após a sua morte.

O presidente russo, Dmitry Medvedev, viajou até Taganrog, a cidade natal de Chekhov, onde descreveu as histórias e peças do físico que virou escritor como "imortais".

Embora seus contos sejam muito populares na Rússia, foram suas peças que renderam a Chekhov fama internacional.

O dramaturgo britânico Top Stoppard e o norte-americano David Mamet readaptaram obras do russo, enquanto as mulheres o reverenciavam por lhes dar uma voz forte ao criar personagens femininos complexos.

O diretor alemão Peter Stein, em Moscou para o aniversário, disse que Chekhov era tão importante para o teatro quanto a tragédia grega e William Shakespeare.

"Essas são as três colunas básicas do teatro europeu. Shakespeare reinventou os gregos para os tempos modernos e Chekhov para o século 20", disse ele à Reuters.

Em seu túmulo coberto de neve no cemitério moscovita Novoderichy, onde está enterrado ao lado da esposa, a atriz Olga Knipper, entusiastas do teatro suportaram temperaturas de 20 graus Celsius negativo para prestar homenagem ao escritor que nasceu em 29 de janeiro de 1860.

Nessa semana, a Rússia lançou um festival de seis meses de duração em homenagem a Chekhov. Já o mundo do teatro está usando o aniversário como desculpa para festivais dedicados a um de seus dramaturgos mais amados, que morreu depois de sofrer pela maior parte de sua vida de tuberculose, na Alemanha, em 1904, aos 44 anos de idade.

(Reportagem de Amie Ferris-Rotman e Yuri Pushkin)