Livro é prioridade nos EUA mesmo com economia abalada--pesquisa

sábado, 30 de janeiro de 2010 14:05 BRST
 

NOVA YORK (Reuters Life!) - Mesmo durante tempos difíceis para a economia dos Estados Unidos, quando os consumidores tentam cortar despesas dispensáveis, eles não conseguem viver sem livros.

Três quartos dos adultos norte-americanos que participaram de uma pesquisa online disseram que sacrificariam férias, jantares, idas ao cinema e até compras nos shoppings, mas não conseguiriam resistir à tentação de comprar um bom livro.

Jantar fora de casa veio numa longínqua segunda posição da lista dos itens dispensáveis, com apenas 11 por cento, seguida por compras, com 7 por cento, viagens, com 4 por cento, e filmes, categoria escolhida por apenas 3 por cento dos participantes.

"A recessão realçou o declínio da ganância, dos prazeres e da entrega às tentações, mas notamos uma volta aos prazeres mais simples da vida", afirmou Michelle Renaud, gerente da Harlequin Enterprises Limited, que realizou a pesquisa.

A sondagem entrevistou 3.000 pessoas e tentou determinar o que seduzia as pessoas a gastarem mais dinheiro, como elas reagiam à tentação e quão longe elas iriam quando tentadas.

O sexo foi a principal tentação de 50 por cento dos homens, enquanto 56 por cento das mulheres responderam que a comida encabeçava a lista. Os gêneros também divergiram no seu enfoque em cometer desvios. Metade dos homens disse que era inofensivo cobiçar alguém que não fosse sua parceira, número que caiu para 33 por cento entre as mulheres.

"Nossa pesquisa também revelou que 20 por cento das mulheres e 43 por cento dos homens tinham tentação de ficar com a parceira de um amigo (ou parceiro da amiga)", informou a empresa.

A economia em dificuldade e o alto desemprego também parecem ter aumentado a competição e as tentações no ambiente de trabalho. Segundo a sondagem, 48 por cento das pessoas admitiram ter dado uma olhadela no holerite do companheiro de trabalho. Já 15 por cento dos homens e 10 por cento das mulheres disseram que sabotaram um colega.

"É muito surpreendente o número de pessoas que admitiram ter feito isso", disse Renaud, acrescentando que esse fato provavelmente ocorre devido ao competitivo mercado de trabalho.

A mesma fatia de homens e 8 por cento das mulheres admitiram que tomaram para si o crédito por um trabalho feito por outra pessoa.

(Por Patricia Reaney)