Médico de Michael Jackson deve ser indiciado na segunda-feira

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010 19:18 BRST
 

LOS ANGELES (Reuters) - Promotores de Los Angeles pretendem abrir uma ação criminal na segunda-feira envolvendo a morte de Michael Jackson, e a expectativa é que ela inclua uma acusação de homicídio involuntário contra o médico pessoal do cantor.

O gabinete da Promotoria Pública disse na sexta-feira que os detalhes sobre a acusação serão divulgados oficialmente na segunda, não dando mais informações.

Uma fonte próxima ao caso disse que o Dr. Conrad Murray, que está sob investigação há meses, será acusado de homicídio culposo (em que não há a intenção de matar).

Na noite de quinta-feira um advogado do médico, Ed Chernoff, disse que Murray concordou em entregar-se. A expectativa é que Chernoff dê uma entrevista coletiva à imprensa ainda na sexta-feira.

Murray estava com Michael Jackson quando o cantor de 50 anos morreu, em 25 de junho, e admitiu ter dado a ele uma dose do poderoso anestésico propofol, para ajudá-lo a dormir.

O instituto de medicina legal de Los Angeles concluiu que a morte de Jackson foi um homicídio, causada principalmente por propofol e pelo sedativo lorazepam. Um coquetel de outros analgésicos, sedativos e um estimulante foi encontrado em seu corpo.

Murray, que é cardiologista, insistiu repetidas vezes que não cometeu nenhum erro e disse a investigadores, segundo documentos do tribunal, que não foi o primeiro médico a dar propofol a Jackson.

Murray foi contratado em maio de 2009 para cuidar de Jackson enquanto o artista se preparava para uma série de concertos em Londres que visavam reativar sua carreira, prejudicada por seu julgamento e absolvição em 2005 por acusações de molestamento sexual de um menino de 13 anos.

A morte repentina de Michael Jackson desencadeou uma enxurrada mundial de manifestações de pesar pelo cantor, que iniciou sua carreira ainda criança e cujo álbum "Thriller", de 1982, ainda é o mais vendido do mundo.

(Reportagem de Jill Serjeant)

 
<p>Foto de arquivo de policiais em frente &agrave; cl&iacute;nica do Dr. Conrad Murray em julho de 2009. REUTERS/Richard Carson</p>