Médico de Michael Jackson se diz inocente da morte do cantor

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010 22:41 BRST
 

Por Alex Dobuzinskis

LOS ANGELES (Reuters) - O médico pessoal de Michael Jackson se declarou nesta segunda-feira inocente depois de ser acusado pela morte involuntária do cantor no ano passado por um coquetel letal de medicamentos.

Conrad Murray entrou em um tribunal de Los Angeles em meio a gritos de "assassino" por parte de fãs do popstar, que morreu em 25 de junho. Dentro do tribunal, ele teve de enfrentar a família de Jackson.

Vestido com um terno cinza e gravata vermelha, Murray parou e falou com uma voz suave ao se dirigir ao juiz.

O cardiologista há meses era investigado por ter supostamente administrado uma dose extra dos medicamentos propofol, lorazepam e outros analgésicos, sedativos e um estimulante ao cantor de "Thriller".

O indiciamento divulgado pelo Ministério Público disse que Murray "de forma ilegal, e sem malícia, matou Michael Joseph Jackson" pelo excesso de drogas.

O médico, que pode ser condenado a quatro anos de prisão, tem insistido em sua inocência e alegado que não foi o primeiro médico a administrar propofol a Jackson, segundo registros judiciais.

Ele havia sido contratado em maio de 2009 para ajudar o cantor a preparar uma temporada de shows com a qual pretendia relançar sua carreira, depois das suspeitas de pedofilia que enfrentou em 2005.

O "Rei do Pop" teve um ataque cardíaco fatal após um ensaio que se prolongou até tarde da noite em Los Angeles.

As autoridades encontraram frascos de propofol na maleta profissional de Murray e na mesa de cabeceira da casa de Jackson, segundo documentos judiciais. Os consultórios de Murray em Las Vegas e Houston também foram revistados.

(Reportagem adicional de Jill Serjeant)

 
<p>Conrad Murray, m&eacute;dico de Michael Jackson, na chegada ao tribunal nesta segunda-feira. REUTERS/Danny Moloshok</p>