Italianos acham "Atividade Paranormal" assustador demais

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010 12:11 BRST
 

ROMA (Reuters Life!) - O governo italiano estuda a possibilidade de impor restrições ao thriller de horror "Atividade Paranormal", depois de algumas pessoas que assistiram ao filme nos cinemas terem sofrido ataques de pânico, suscitando protestos por grupos de defesa da infância e dos consumidores.

Os serviços de emergência foram chamados em Nápoles no fim de semana por pessoas que se queixaram de palpitações e ansiedade depois de assistirem ao filme, a história quase sem sangue de um casal jovem que tenta captar provas em vídeo de uma presença sobrenatural em sua casa.

De acordo com o jornal Corriere della Sera, uma garota de 14 anos ficou em estado de choque tão forte que precisou receber oxigênio ao sair do cinema.

O ministro da Cultura, Sandro Bondi, observou que o filme recebeu luz verde de um comitê que decide sobre a liberação de filmes para certas faixas etárias, mas acrescentou que estuda possíveis medidas a adotar para proteger o público infanto-juvenil.

Feito com orçamento pequeno, "Atividade Paranormal", produção norte-americana dirigida pelo israelense Oren Peli, virou sucesso internacional especialmente entre o público jovem e foi lançado na Itália na sexta-feira, sendo exibido em 385 cinemas sem qualquer restrição etária.

O grupo de defesa do consumidor Codacons ameaçou ir aos tribunais em nome de menores de idade que podem achar o filme assustador demais, e o ministro da Defesa, Ignazio La Russa, disse que o trailer do filme não deveria ser exibido pela televisão, onde pode ser visto por crianças.

"Trata-se de um filme que gera ansiedade, que vem provocando ataques de pânico e problemas psicológicos entre crianças e adolescentes", disse Alessandra Mussolini, política de direita que chefia um comitê parlamentar sobre os direitos das crianças.

"Se já é tarde demais para impor uma classificação etária, deveríamos impor algum tipo de aviso, especialmente aos pais, para que tenham consciência do risco", disse ela.