Rainha de bateria mirim e estrelas dos EUA atraem atenção no Rio

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010 20:33 BRST
 

Por Stuart Grudgings

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A mais jovem rainha de bateria do Rio de Janeiro, de apenas 7 anos, tem divido os holofotes nos preparativos para o tradicional Carnaval da cidade com as divas pop Madonna e Beyoncé.

A escolha de Júlia Lira para seguir à frente da bateria da escola de samba Viradouro provocou polêmica e uma ação judicial por parte do Conselho Estadual de Defesa da Criança e do Adolescente, que apontou a posição como inadequada devido a seu "apelo sexual".

A palavra final foi deixada para a juíza Ivone Caetano, titular da Vara da Infância e da Juventude, que teria determinado na quarta-feira que ela poderia participar do desfile. A juíza, segundo assessores, não comenta o assunto.

Caso autorizada, Lira vai desfilar à frente da bateria no Sambódromo na madrugada de segunda-feira, observada por milhares de fãs e celebridades que devem incluir Madonna.

No Rio, que tem uma razão a mais para comemorar este ano após ter sido escolhido como sede das Olimpíadas de 2016, as máscaras mais vendidas são do astro pop Michael Jackson, morto no ano passado, e de políticos.

As estrelas norte-americanas Beyoncé e Alicia Keys, que agitaram o Rio nos preparativos pré-carnavalescos, usaram fantasias para gravar um clipe em favelas cariocas, atraindo a atenção de fãs e da mídia. Beyoncé, por sua vez, abriu os festejos em Salvador, na noite de quarta-feira, com um show para 45 mil pessoas.

Mas a diva muito mais nova é que vem dominando as manchetes pré-carnavalescas. A escolha da menina para um papel em geral ocupado por modelos e estrelas de TV provocou um debate acalorado.

O pai de Júlia, Marco Lira, que também é presidente da Viradouro, defendeu a escolha da garota, dizendo que ela está fazendo o que quer e usará uma fantasia apropriada para crianças.   Continuação...

 
<p>J&uacute;lia Lira, de 7 anos, rainha da bateria da Viradouro, posa para foto durante entrevista coletiva no Rio de Janeiro. 10/02/2010 REUTERS/Luiza Barros</p>